O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes afirmou, em nota divulgada nesta terça-feira (23/12), que manteve reunião com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para discutir os efeitos da Lei Magnitsky, aplicada contra o magistrado e membros de sua família pelo governo dos EUA.
Leia a íntegra:
“O ministro Alexandre de Moraes esclarece que, em virtude da aplicação da Lei Magnitsky, recebeu para reuniões o presidente do Banco Central, a presidente do Banco do Brasil, o Presidente e o vice-presidente Jurídico do Banco Itaú. Além disso, participou de reunião conjunta com os Presidentes da Confederação Nacional das Instituições Financeira, da Febraban, do BTG e os vice-presidentes do Santander e Itaú. Em todas as reuniões, foram tratados exclusivamente assuntos específicos sobre as graves consequências da aplicação da referida lei, em especial a possibilidade de manutenção de movimentação bancária, contas correntes, cartões de crédito e débito”.
Como mostrou a coluna de Andreza Matais, Moraes teria procurado ao menos quatro vezes o presidente do BC para interceder em favor do Banco Master, de Daniel Vorcaro. Dos quatro encontros, três teriam sido presenciais e um por telefone.
O contrato renderia ao escritório pagamentos de R$ 3 milhões mensais e incluía a defesa dos interesses do Banco Master em diversas instituições, inclusive o Congresso Nacional e o Banco Central.
Em julho deste ano, Moraes teria pedido um encontro com Galípolo e solicitado que o chefe do Banco Central aprovasse a operação com o BRB. Moraes teria dito que gostava de Vorcaro.
Galípolo teria dito a Moraes que a autarquia, responsável pela regulação do sistema financeiro, já havia descoberto fraudes na operação do Master. Moraes teria concordado que, havendo fraude, seria inviável a operação de venda.
Fonte/Créditos: Metrópoles
Créditos (Imagem de capa): Reprodução/TV Justiça
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