Com 27 quilômetros de altura, o Monte Olimpo, em Marte, é a maior montanha de todo o Sistema Solar, três vezes mais alta que o Monte Everest, o pico mais alto da Terra, que tem 8,8 quilômetros.
O vulcão fica perto da região do equador marciano, na região de Tharsis Montes, tem mais de 600 quilômetros de largura e pode ter atividade vulcânica até os dias de hoje.
O monte foi formado durante bilhões de anos, por causa de uma característica bem diferente de Marte. Ao contrário do nosso planeta, em que as placas tectônicas se movimentam sobre o magma, no planeta vermelho a lava se move por baixo da crosta, que fica parada, segundo Jacob Bleacher, cientista planetário da Universidade Estadual do Arizona e da NASA.
Outro pesquisador, Marc Caffee, da Universidade Purdue, disse que um meteorito com 2,4 bilhões de anos ajuda para essa ideia de atividade longa.
Isso significa que houve uma espécie de fluxo contínuo de magma em um mesmo local da superfície de Marte durante 2 bilhões de anos. Não temos nada parecido na Terra, onde algo permaneça tão estável por 2 bilhões de anos em um local específico.Marc Caffee, professor de física e astronomia da Universidade Purdue
Além disso, a gravidade de Marte é bem menor que a da Terra, o que ajudou a montanha a chegar a uma altura enorme sem desmoronar pelo próprio peso.
Montanha invisível
Mesmo sendo enorme, o Monte Olimpo pode não parecer uma montanha para alguém que estivesse caminhando por ele, porque sua base é muito larga, com mais de 600 quilômetros, segundo a NASA, fazendo a subida tão suave que nem seria percebida.
Para alguém que estivesse no local, a paisagem seria mais parecida com uma grande subida do que com uma montanha íngreme. O topo fica tão longe que a curvatura de Marte não deixa ele ser visto das laterais do vulcão. Assim, é impossível ver a montanha inteira caminhando por ela.
A parte mais impressionante do Monte Olimpo não é o topo, mas sim as suas bordas, feitas por uma parede de rochas que, em alguns pontos, chega a vários quilômetros de altura.
Uma pessoa andando na região veria primeiro essa gigante barreira e, depois de ultrapassá-la, o terreno passaria a subir. No topo existe um grupo de grandes depressões com cerca de 80 quilômetros de largura, criadas por antigas erupções.
Vulcão pode estar ativo até hoje
Pesquisadores acreditam que o Monte Olimpo ainda pode ser considerado um vulcão ativo porque a camada mais nova de lava na região teria se formado há cerca de 25 milhões de anos. Esse tempo é considerado recente quando comparado à idade dos planetas.
O cientista Benjamin Cohen, da Universidade de Glasgow, disse que análises de meteoritos marcianos mostram pelo menos quatro erupções ao longo de 90 milhões de anos.
Esse é um intervalo de tempo muito longo para um vulcão e muito maior do que a duração dos vulcões terrestres, que normalmente ficam ativos por apenas alguns milhões de anos.Benjamin Cohen, cientista planetário da Universidade de Glasgow
A montanha foi observada pela primeira vez da Terra no final do século 19 pelo astrônomo italiano Giovanni Schiaparelli, usando um telescópio com lente de 22 centímetros.
Somente em 1971, a sonda Mariner 9, da NASA, chegou ao planeta e registrou os picos dos grandes vulcões de Marte em cima das tempestades de poeira que cobrem sua superfície.
Fonte/Créditos: ULTIMO SEGUNDO
Créditos (Imagem de capa): Reprodução/NASA/JPL/USGS Monte Olimpo, o maior vulcão conhecido no Sistema Solar
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