Antes de virar modelo, Raissa Bellini trabalhou como comissária em superiates que levavam milionários para viagens pelo Mediterrâneo, a destinos badalados na Itália, na Espanha, na Grécia e na Turquia. A italiana radicada em Miami (Flórida, EUA), de 37 anos, não guarda algumas lembranças a bordo como registros de um período bom na sua vida.
"No mar, alguns homens acham que as leis não se aplicam", reclamou ela sobre o assédio vivido no mar. "É como se eles deixassem a vida real em terra firme. A aliança de casamento vira um enfeite", emendou ela.
"Em público, eles são sérios e elegantes. São homens de família", continuou Raissa, que costumava trabalhar em superiates da temporada de abril a outono, o período mais quente na Europa.
Porém fora desse "controle social", eles se transformam, mesmo com suas esposas relaxando por perto, continuou a modelo.
"De repente, eles apareciam lá embaixo (de uma embarcação), onde eu estava trabalhando. Me elogiavam. Ficavam muito perto. Testavam os limites", alegou ela.
Para Raissa, esse tipo de ambiente luxuoso, longe do "controle" da costa, "dá a certos homens uma confiança que eles não têm em terra firme".
"E, quando a realidade parece distante, as pessoas revelam suas verdadeiras personalidades", acrescentou ela.
A italiana disse acreditar que a cultura do ambiente nos superiates colabora para o assédio:
"Você é avisada desde o primeiro dia (quando começa a trabalhar): o que acontece no iate, fica no iate. Você fica de boca fechada. Você não cria problemas."
Créditos (Imagem de capa): Raissa Bellini relatou assédio quando era comissária em superiates: 'Alguns homens pensam que leis são são válidas' — Foto: Reprodução/Instagram; AFP
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