O Capitólio Nacional da Colômbia abriu as portas, nesta terça-feira (12), para que as pessoas pudessem comparecer ao velório do senador e pré-candidato presidencial da oposição Miguel Uribe Turbay. O político faleceu na última segunda-feira (11), dois meses após ter sido gravemente ferido em um atentado.
Desde cedo, na terça-feira, dezenas de pessoas fizeram fila na Praça Bolívar para acessar o Salão Elíptico do Capitólio, onde repousa o caixão do político de 39 anos, uma das principais figuras do partido de direita Centro Democrático, para o velório e as homenagens.
A fila, que cresceu com o passar das horas, permite o acesso em grupos de 15 pessoas após passar pelos controles de segurança para chegar ao local onde está o caixão, coberto com a bandeira da Colômbia e guardado por homens do Batalhão da Guarda Presidencial.
Alguns dos presentes levam flores brancas, outros fazem o sinal da cruz ao passar em frente ao caixão. Muitos ficam em silêncio, enquanto outros murmuram orações ou relembram a imagem do jovem político, advogado formado pela Universidade dos Andes com estudos em Harvard, que em 2022 se tornou o senador mais votado do Centro Democrático.
Na praça, enquanto a fila avança, os participantes comentam a comoção causada pelo assassinato e a esperança de que “este crime não fique impune”.
A abertura ao público ocorre um dia após uma cerimônia privada em que familiares, líderes políticos e diplomatas prestaram homenagem a Miguel Uribe, entre eles os ex-presidentes Juan Manuel Santos e César Gaviria, o prefeito de Bogotá, Carlos Fernando Galán, e representantes de vários partidos.
FUNERAL NA CATEDRAL PRIMADA
O caixão permaneceu no Capitólio até o meio-dia desta quarta-feira (13), quando foi levado para a Catedral Primada para o funeral do político, opositor do presidente colombiano, Gustavo Petro.
Foi a última despedida em um templo onde já foram celebrados os funerais de seus avós, o ex-presidente Julio César Turbay e Nydia Quintero, falecida em 30 de junho, e de sua mãe, Diana Turbay, assassinada em 1991 por narcotraficantes do Cartel de Medellín após seis meses sequestrada.
Miguel Uribe, cujo assassinato causou comoção no país, foi baleado duas vezes na cabeça e uma vez na perna esquerda em 7 de junho, durante um comício político na capital colombiana. Ele faleceu na Fundação Santa Fé de Bogotá, após passar 64 dias entre a vida e a morte.
O governo colombiano, criticado pela demora em reagir à morte de Miguel Uribe, decretou ontem um dia de luto e hasteou a bandeira a meio mastro na Casa de Nariño, sede do Executivo, em memória do senador assassinado.
– Decrete-se luto nacional pelo prazo de um dia, durante o qual a bandeira nacional será hasteada a meio mastro em todos os prédios públicos do país, unidades militares e policiais e embaixadas da Colômbia no exterior – diz o decreto, assinado pelo ministro do Interior, Armando Benedetti, que ontem à noite foi ao Capitólio para dar os pêsames à família.
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Fonte/Créditos: *Com informações da Agência EFE
Créditos (Imagem de capa): Foto: EFE/ Carlos Ortega