Um mergulhador nativo morreu neste sábado (16/5) durante as operações de resgate dos corpos de quatro italianos que morreram durante mergulho em área de cavernas submarinas nas Maldivas — o cadáver de uma integrante do grupo de cinco turistas já havia sido encontrado.
O sargento-mor Mohammed Mahdi faleceu no terceiro dia de operações de resgate no Atol de Vaavu e era um dos oito mergulhadores na missão.
O membro da Guarda Costeira teria passado mal durante a missão no sábado e foi levado às pressas para um hospital, onde faleceu.
Ao anunciar a notícia no canal X, as Forças Armadas das Maldivas declararam:
"Sua coragem, sacrifício e serviço à nação serão sempre lembrados. Nossos mais profundos sentimentos à sua família e colegas."
Estes dias dolorosos para a Itália são ainda piores após a notícia da morte de um corajoso militar, o sargento Mohammed Mahdi, em uma tentativa de resgatar os corpos de nossos compatriotas. Esta tragédia uniu a Itália e as Maldivas em nossa tristeza e respeito pelas vítimas", declarou o ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani.
O cilindro zerado sugere que o grupo pode ter ficado preso ou desorientado dentro do sistema de cavernas, sem conseguir encontrar a saída antes de ficar sem oxigênio. De acordo com esta teoria, os mergulhadores morreram um após o outro por falta de ar. Os outros quatro corpos podem estar ainda mais fundo, na terceira caverna, a aproximadamente 60 metros de profundidade. Caso esta seja a explicação para a tragédia, a teoria da toxidade do oxigênio, uma das causas apontadas como uma das mais prováveis, deverá sair de cena.
"Mergulhadores vão descer em vários turnos para tentar localizar os corpos e trazê-los à superfície", declarou Tajani.
Como foi o alerta inicial
Cerca de 20 outras pessoas permaneceram a bordo do Duke of York — incluindo a sexta integrante do grupo de turistas — enquanto a expedição estava em andamento, incluindo estudantes, pesquisadores e professores da universidade.
"Não os vimos emergir. Nenhum balão abriu. Foi aí que percebemos que algo estava errado e imediatamente demos o alarme", contou um deles.
Mas, apesar de alertarem as autoridades imediatamente, os socorristas levaram cerca de duas horas e meia para chegar.
"As Maldivas são enormes, os atóis são muito distantes uns dos outros, e os socorristas chegam aqui por mar. Pode levar horas", declarou outra pessoa que estava a bordo.
Fonte/Créditos: Extra
Créditos (Imagem de capa): Foto: Reprodução/X
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