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Sexta-feira, 24 de Abril 2026
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Medicamentos que Bolsonaro usava podem causar alucinações e confusão, dizem especialistas

Interações entre pregabalina, sertralina e outros fármacos elevam risco de desorientação, delírios e alterações cognitivas

Medicamentos que Bolsonaro usava podem causar alucinações e confusão, dizem especialistas
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Os dois medicamentos mencionados por Jair Bolsonaro (PL) em sua audiência de custódia — pregabalina e sertralina — possuem registros formais de reações capazes de afetar percepção, orientação e estado mental. Segundo documentos médicos, essas substâncias podem causar sintomas como confusãodesorganização cognitiva, mudanças bruscas de humor e episódios de alucinação, especialmente quando associadas a outros moduladores do sistema nervoso central.

O boletim dos médicos Cláudio Birolini e Leandro Echenique descreve que o ex-presidente apresentou “quadro de confusão mental e alucinações”, possivelmente relacionado à pregabalina, receitada sem conhecimento da equipe que já o acompanhava. A nota alerta que o remédio interage de maneira relevante com fármacos usados por Bolsonaro para controlar crises de soluço — clorpromazina e gabapentina — aumentando o risco de sintomas cognitivos e perceptivos.

Pregabalina: risco ampliado em uso combinado

pregabalina age modulando neurotransmissores excitatórios, o que explica seu potencial de provocar distorções na percepção e prejuízo cognitivo. A bula lista efeitos classificados como incomuns, mas possíveis, como alucinaçõesagitaçãoperda de consciênciadespersonalização e alterações de humor.

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A incidência aumenta quando o medicamento é usado junto de outros depressores do Sistema Nervoso Central. Entre os efeitos mais registrados estão:

Muito comuns (>10%)

  • Dor de cabeça.

Comuns (1%–10%)

  • Euforia, irritabilidade, confusão, desorientação.
  • Insônia, redução da libido, tremores, amnésia, ataxia.
  • Sedação, tontura, visão turva.
  • Náuseas, constipação, diarreia.
  • Espasmos musculares, dor lombar, fadiga.

Incomuns (0,1%–1%)

  • Alucinações, agitação psicomotora, agressividade.
  • Mudanças de humor, transtornos cognitivos e de fala.
  • Perda de consciência, nistagmo, mioclonia.

Raras (0,01%–0,1%)

  • Episódios de pânico, estupor, convulsões.
  • Reações graves de pele e alterações renais.

Sertralina: possibilidade de episódios de euforia e confusão

sertralina, antidepressivo do grupo dos ISRSs, também possui registro de efeitos como alucinaçãoconfusão mentaleuforia e episódios de hipomania ou mania. A bula alerta para risco de síndrome serotoninérgica, síndrome de alteração mental acompanhada de agitação importante e desorganização.

Embora a sertralina não tenha sido apontada como causa principal do episódio, sua interação com pregabalina, gabapentina e clorpromazina aumenta o risco de instabilidade neuroquímica.

Principais reações adversas incluem:

Muito comuns (>10%)

  • Insônia, tontura, dor de cabeça, náuseas e diarreia.

Comuns (1%–10%)

  • Ansiedade, agitação, pesadelos, redução da libido.
  • Tremores, sonolência, palpitações.
  • Alterações de peso, hiperidrose, zumbido.

Incomuns (0,1%–1%)

  • Alucinação, euforia, confusão, síncope.
  • Movimentos involuntários, distúrbios oculares e cardíacos.

Raras (0,01%–0,1%)

  • Distúrbio psicótico, convulsões e complicações metabólicas ou neurológicas graves.

Relato de Bolsonaro na audiência de custódia

Durante a audiência realizada por videoconferência no domingo, Bolsonaro afirmou à juíza auxiliar Luciana Yuki Fugishita Sorrentino que tentou abrir a tornozeleira eletrônica após acreditar que havia uma espécie de escuta no equipamento. Segundo ele, a sensação de perseguição teria sido causada pela combinação de medicamentos prescritos por profissionais diferentes.

A ata da audiência registra que o ex-presidente disse ter passado por um episódio de “alucinação” e “certa paranoia” antes de usar um ferro de solda para tentar retirar a tampa da tornozeleira entre a noite de sexta-feira (21) e a madrugada de sábado (22). Ele disse que ninguém em casa presenciou a ação.

Bolsonaro negou tentativa de fuga e afirmou que “não houve rompimento da cinta”. Confirmou ainda que o ferro de solda permanece em sua residência.

A juíza manteve a prisão preventiva, destacando que Bolsonaro não relatou qualquer abuso policial no cumprimento da ordem judicial.

 

Fonte/Créditos: Contra Fatos

Créditos (Imagem de capa): Reprodução

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