O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou nesta terça-feira, 1º de julho, o fim das operações da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) na implementação de assistência externa. A medida, segundo Rubio, busca encerrar o que chamou de "ineficiência sancionada pelo governo" e marca uma nova fase na política externa americana, centrada em interesses nacionais e investimentos estratégicos.
"A partir de agora, os cidadãos americanos não devem mais pagar impostos para financiar governos falidos em terras distantes", declarou o secretário em artigo publicado nesta manhã. A USAID, tradicionalmente responsável por programas de ajuda humanitária e desenvolvimento em países em crise, será substituída por uma abordagem mais seletiva e voltada ao setor privado.
De acordo com Rubio, os futuros programas de assistência externa serão limitados no tempo, direcionados a países com "capacidade e disposição para se ajudarem", e geridos diretamente pelo Departamento de Estado. “Vamos priorizar nossos interesses nacionais”, reforçou.
O secretário destacou ainda que a nova política buscará catalisar o investimento privado, incluindo o de empresas americanas, e que deixará de lado a atuação de organismos multilaterais como a ONU. “Após conversar com países da América Latina e da África, ouvimos repetidamente que eles não querem décadas de apoio condescendente, mas sim investimentos que permitam crescimento sustentável”, afirmou.
A mudança faz parte de uma reformulação mais ampla promovida pelo governo Trump, que tem adotado uma postura mais crítica à política internacional tradicional dos EUA e aos gastos com ajuda externa. Críticos da decisão alertam para os impactos humanitários que o fim das operações da USAID pode causar em regiões dependentes da assistência americana.