Neste domingo (19), o Tribunal de Justiça do Ceará concedeu medidas protetivas de urgência em favor da mãe da bebê Helena Rodrigues Almeida, de 10 meses, que morreu no último dia 13, em Fortaleza. A informação foi divulgada pelo advogado da mulher, Weryd Simões.
Segundo a defesa, a decisão foi tomada com base em elementos que apontam supostos episódios de violência doméstica, ameaças e ataques contra a mãe da criança. O advogado também afirma que a mulher tem sido alvo de ofensas e de uma campanha de ódio nas redes sociais desde a morte da filha.
De acordo com a nota, a medida marca o encerramento de um ciclo de violência vivido pela mãe da bebê. A defesa sustenta que ela teria sofrido agressões físicas, psicológicas, morais e patrimoniais ao longo dos anos.
O advogado também afirmou que o pai da criança possui um histórico criminal registrado desde 2016 e que esse conjunto de informações foi considerado no processo. A nota acrescenta que a Justiça analisou as provas apresentadas antes de conceder as medidas protetivas.
Ainda segundo a defesa, a investigação sobre a morte da bebê continuará e as responsabilidades serão apuradas individualmente. Após a divulgação do laudo da Perícia Forense do Ceará, que descartou a hipótese de violência sexual na morte da bebê Helena, o pai da criança publicou um desabafo nas redes sociais.
Na postagem, ele afirmou que a filha morreu por “irresponsabilidade da mãe”, responsabilizou a genitora pelo ocorrido e acusou um dos investigados de ser o autor do homicídio. As declarações refletem a posição do pai e não representam conclusões oficiais da investigação.
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