O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vem sendo aconselhado a declarar apoio à criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) voltada a investigar o caso Master.
O petista vinha resistindo à pressão, mas a orientação de dirigentes do partido é aumentar a pressão sobre o comando do Poder Legislativo.
O aceno do presidente seria uma forma de endossar a estratégia de vincular o escândalo financeiro ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como feito em propaganda partidária que criou a alcunha “BolsoMaster”.
Além disso, segundo auxiliares do presidente, essa seria uma resposta ao presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), que é contra a CPI do Banco Master e atuou contra a nomeação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal).
Um dos motivos apontados para a rejeição histórica de Messias foi sua relação próxima ao ministro André Mendonça, relator do escândalo do Banco Master na Suprema Corte.
As investigações da PF (Polícia Federal) mostraram que as vinculações do caso Master não se restringiram a um grupo partidário, envolvendo políticos de direita, de centro e de esquerda.
O tema entrou no debate eleitoral e deve ser explorado tanto por Lula como por Flávio Bolsonaro (PL), no esforço de desgastar o adversário político no rastro do discurso de combate à corrupção.
A defesa feita pelo entorno de Lula é de que ele se manifeste a favor da CPI pelas redes sociais, chancelando uma apuração ampla sobre as fraudes financeiras.
Fonte/Créditos: CNN
Créditos (Imagem de capa): Ricardo Stuckert/PR
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