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Sábado, 25 de Abril 2026
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Ligações recusadas e clima de ruptura: a tensão entre Alcolumbre e governo

Indicação de ministro do STF abala relação entre o Palácio do Planalto e o presidente do Senado

Ligações recusadas e clima de ruptura: a tensão entre Alcolumbre e governo
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O impasse na indicação do novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) elevou para um patamar sem precedentes a tensão entre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Segundo relatos feitos à CNN, o clima é de ruptura. Com direito à recusa de Alcolumbre de conversar com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner.

Segundo os relatos, Wagner passou a ser tratado como uma espécie de algoz de uma possível indicação do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco ao STF. O petista teria procurado Alcolumbre e Pacheco para conversar, mas as tentativas de contato teriam sido rejeitadas. A distância teria sido mantida mesmo em encontros no plenário.

Tido como um dos maiores apoiadores de uma indicação de Pacheco para o STF, Alcolumbre, ainda de acordo com os relatos, contou ter deixado claro que não iria mais atender Wagner. Teria inclusive sugerido que apagassem o número de seu celular. Nas conversas reservadas, o presidente do Senado teria dito ainda o governo iria, a partir de agora, conhecer “um novo Davi”.

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O mais recente estopim da crise foi a reunião ocorrida entre Lula e Pacheco na última segunda-feira, no Palácio do Planalto. No encontro, Lula ainda tentou convencer o senador a aceitar a candidatura ao governo de Minas Gerais, num esforço para viabilizar a escolha de Jorge Messias para o STF. Pacheco disse respeitar a decisão do presidente, mas avisou que prefere deixar a vida pública após encerrar seu mandato.

Nos bastidores do governo, a avaliação é que a resistência de Alcolumbre à indicação de Messias só cresceu nos últimos dias. Antes da reunião de Lula e Pacheco, aliados próximos do presidente admitiam que o cenário para a indicação do AGU já estava difícil.

A conversa com Pacheco era justamente vista como decisiva para tentar destravar o impasse. Mas a decisão do senador de não disputar o governo mineiro acabou contrariando os planos de Lula e do PT de tentar uma pacificação. O PT, inclusive, já começou a discutir internamente alternativas para a montagem da chapa ao governo mineiro.

Mas circulam em Brasília versões diferentes sobre a vaga no Supremo. Embora alguns líderes próximos a Lula insistam que não há martelo batido, outra ala considera que a nomeação de Messias está consolidada. O argumento, nesse caso, é que seria desgastante demais para o governo e para o próprio Lula ceder às pressões do Senado. Uma possibilidade, diz um interlocutor do presidente, é colocar tudo em modo de espera e segurar a indicação, ao menos até a poeira baixar.

 

Fonte/Créditos: CNN

Créditos (Imagem de capa): Foto: Carlos Moura/Agência Senado

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