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Quinta-feira, 18 de Junho 2026
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Kassab classifica prisão de Bolsonaro como “severa e injusta”

Presidente do PSD critica medida tomada por Alexandre de Moraes e manifesta solidariedade ao ex-presidente

Kassab classifica prisão de Bolsonaro como “severa e injusta”
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O presidente nacional do PSD e atual secretário de Relações Institucionais de São Paulo, Gilberto Kassab, posicionou-se neste sábado (22) contra a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em declaração pública, Kassab afirmou que a decisão representa “uma medida jurídica severa e injusta”, alinhando-se às críticas já feitas pelo governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Para Kassab, o episódio simboliza mais um capítulo negativo no cenário político brasileiro:
A prisão do presidente Bolsonaro é mais um triste episódio nesta época tão turbulenta da política brasileira”, disse.
Ele acrescentou: “Registro minha incompreensão por uma medida jurídica tão severa e injusta, especialmente quando sua saúde inspira cuidados. Minha solidariedade ao presidente Bolsonaro.”

Fundamentação da prisão preventiva

A decisão que levou à prisão de Bolsonaro foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na manhã deste sábado (22).
O ministro citou vários elementos que, segundo ele, indicam risco concreto de fuga, entre os quais:

  • uma falha registrada às 0h08 na tornozeleira eletrônica do ex-presidente, interpretada por Moraes como tentativa de rompimento;
  • vigília convocada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em frente ao condomínio, vista como possível distração para facilitar evasão;
  • casos de aliados que deixaram o país irregularmente, apontados pela PF;
  • proximidade da residência do ex-presidente com representações diplomáticas estrangeiras.

Moraes ressaltou que a prisão não se relaciona com a pena de 27 anos e três meses imposta pela 1ª Turma do STF no processo sobre a suposta tentativa de golpe — pena que só será executada após o trânsito em julgado, o que ainda não ocorreu.

Acordo entre PF e PGR

O pedido para converter a prisão domiciliar em preventiva partiu da Polícia Federal, motivado pela mobilização realizada por Flávio Bolsonaro na última sexta-feira (21).
Procuradoria-Geral da República (PGR), comandada por Paulo Gonet, concordou com o parecer da PF e manifestou apoio à medida:
Diante da urgência e gravidade dos novos fatos apresentados, a PGR não se opõe à providência indicada pela Autoridade Policial”, diz o trecho citado na decisão — embora o parecer formal ainda não tenha sido divulgado.

Bolsonaro estava em prisão domiciliar desde agosto

Desde agosto, Bolsonaro cumpria prisão domiciliar, decretada por Moraes em outro inquérito, no qual era investigado por coação — procedimento que também envolve o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
O ex-presidente não chegou a ser denunciado naquele caso.

 
 
 
 

Fonte/Créditos: Contra Fatos

Créditos (Imagem de capa): Reprodução

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