O presidente nacional do PSD e atual secretário de Relações Institucionais de São Paulo, Gilberto Kassab, posicionou-se neste sábado (22) contra a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em declaração pública, Kassab afirmou que a decisão representa “uma medida jurídica severa e injusta”, alinhando-se às críticas já feitas pelo governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Para Kassab, o episódio simboliza mais um capítulo negativo no cenário político brasileiro:
“A prisão do presidente Bolsonaro é mais um triste episódio nesta época tão turbulenta da política brasileira”, disse.
Ele acrescentou: “Registro minha incompreensão por uma medida jurídica tão severa e injusta, especialmente quando sua saúde inspira cuidados. Minha solidariedade ao presidente Bolsonaro.”
A prisão do presidente Bolsonaro é mais um triste episódio nesta época tão turbulenta da política brasileira. Registro minha incompreensão por uma medida jurídica tão severa e injusta, especialmente quando sua saúde inspira cuidados. Minha solidariedade ao presidente Bolsonaro.
Publicidade— Gilberto Kassab (@gilbertokassab) November 22, 2025
Fundamentação da prisão preventiva
A decisão que levou à prisão de Bolsonaro foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na manhã deste sábado (22).
O ministro citou vários elementos que, segundo ele, indicam risco concreto de fuga, entre os quais:
- uma falha registrada às 0h08 na tornozeleira eletrônica do ex-presidente, interpretada por Moraes como tentativa de rompimento;
- a vigília convocada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em frente ao condomínio, vista como possível distração para facilitar evasão;
- casos de aliados que deixaram o país irregularmente, apontados pela PF;
- a proximidade da residência do ex-presidente com representações diplomáticas estrangeiras.
Moraes ressaltou que a prisão não se relaciona com a pena de 27 anos e três meses imposta pela 1ª Turma do STF no processo sobre a suposta tentativa de golpe — pena que só será executada após o trânsito em julgado, o que ainda não ocorreu.
Acordo entre PF e PGR
O pedido para converter a prisão domiciliar em preventiva partiu da Polícia Federal, motivado pela mobilização realizada por Flávio Bolsonaro na última sexta-feira (21).
A Procuradoria-Geral da República (PGR), comandada por Paulo Gonet, concordou com o parecer da PF e manifestou apoio à medida:
“Diante da urgência e gravidade dos novos fatos apresentados, a PGR não se opõe à providência indicada pela Autoridade Policial”, diz o trecho citado na decisão — embora o parecer formal ainda não tenha sido divulgado.
Fonte/Créditos: Contra Fatos
Créditos (Imagem de capa): Reprodução
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