A Justiça Federal dos Estados Unidos definiu nesta quarta-feira (22) os próximos passos do processo criminal contra Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Em audiência realizada no Tribunal Federal de Manhattan, em Nova York, o juiz Alvin Hellerstein marcou o início do julgamento para 1º de junho de 2027, encerrando a sessão com a definição do cronograma que deverá conduzir um dos processos internacionais mais relevantes dos últimos anos.
Maduro e Flores permaneceram diante do tribunal sob custódia das autoridades norte-americanas. Durante a audiência, ambos mantiveram a posição adotada desde o início do processo e negaram todas as acusações apresentadas pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Eles respondem por crimes como conspiração para narcoterrorismo, tráfico internacional de cocaína, posse de armas e outros delitos relacionados ao suposto envio de drogas ao território americano.
A sessão desta quarta não discutiu o mérito das acusações. O objetivo principal foi organizar o calendário processual e estabelecer os prazos para as próximas etapas da ação penal. A defesa informou que pretende apresentar uma série de pedidos para tentar invalidar o processo antes do julgamento, incluindo questionamentos sobre a jurisdição da Justiça americana, a legalidade da captura de Maduro e a alegação de imunidade por ele ter exercido a chefia do Estado venezuelano.
Segundo o cronograma definido, a maior parte das provas deverá ser apresentada ao longo dos próximos meses. Também estão previstas audiências para analisar as moções da defesa antes que o caso seja levado ao júri em junho de 2027.
Maduro e Cilia Flores continuam presos em uma penitenciária federal no Brooklyn, onde permanecem desde a operação que resultou em sua captura no início deste ano. O casal seguirá detido enquanto o processo avança na Justiça americana.
A decisão desta quarta-feira representa um avanço importante no processo, mas não altera a situação jurídica imediata do ex-presidente venezuelano. O julgamento propriamente dito, quando serão analisadas as provas e ouvidas as testemunhas, ficou marcado para 1º de junho de 2027, salvo eventual mudança determinada pelo tribunal.
Créditos (Imagem de capa): Reuters
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