Chefe da Advocacia-Geral da União recebeu honorários extras e verbas indenizatórias que superam em muito o salário médio do brasileiro
Em apenas 90 dias, o ministro Jorge Messias, que chefia a Advocacia-Geral da União (AGU), acumulou mais de R$83,1 mil em penduricalhos entre janeiro e março — período correspondente aos últimos holerites disponíveis. O montante, recebido além da remuneração básica, equivale ao que um trabalhador brasileiro com salário médio de R$3,7 mil (segundo a Pnad) levaria quase dois anos — ou 22 meses — para ganhar.
Honorários advocatícios representam a maior fatia dos extras
A parcela mais robusta dos penduricalhos veio da chamada “distribuição de saldo de horários advocatícios”. Os honorários extras somaram R$77,2 mil no trimestre, com destaque para fevereiro, quando o valor atingiu R$35,2 mil. Trata-se de pagamento por atividades que, na prática, já estão contempladas nas atribuições regulares do cargo.
Fonte/Créditos: Contra Fatos
Créditos (Imagem de capa): (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)
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