O Irã executou neste domingo (24) um homem acusado de fornecer informações estratégicas sobre a indústria de defesa do país aos Estados Unidos e a Israel. A informação foi divulgada pelo Mizan Online, portal ligado ao Judiciário iraniano.
Segundo as autoridades, Mojtaba Kian foi condenado por espionagem após supostamente repassar dados considerados sensíveis sobre unidades da indústria de defesa iraniana durante o conflito iniciado em fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva contra a República Islâmica.
"Mojtaba Kian, que repassou informações ao inimigo relacionadas às unidades da indústria de defesa do país, foi enforcado na manhã de hoje", informou o portal oficial.
Acusação envolve guerra iniciada em fevereiro
De acordo com a Justiça iraniana, Kian teria compartilhado informações sobre capacidades militares e defensivas do Irã com autoridades americanas e israelenses durante a guerra que vem elevando as tensões no Oriente Médio.
As autoridades não divulgaram detalhes sobre quais informações teriam sido transmitidas nem quando o acusado teria sido preso.
Primeira execução ligada diretamente ao conflito
O Irã tem realizado diversas execuções nos últimos meses envolvendo acusações de espionagem, colaboração com governos estrangeiros e crimes contra a segurança nacional.
No entanto, segundo a imprensa estatal, esta é a primeira execução diretamente relacionada à guerra iniciada em fevereiro entre o Irã e seus adversários.
Desde o início do conflito, o governo iraniano intensificou operações de segurança interna, alegando a existência de redes de espionagem atuando em favor de países inimigos.
Tensão continua elevada
A execução ocorre em meio a um cenário de forte instabilidade regional. Apesar das recentes negociações envolvendo os Estados Unidos, o Irã e países do Oriente Médio para um possível acordo de paz, as autoridades iranianas seguem adotando medidas rigorosas contra pessoas acusadas de colaborar com governos estrangeiros.
O caso reforça o clima de tensão dentro do país, onde questões ligadas à segurança nacional têm recebido atenção máxima das autoridades desde o início da guerra.