A criadora de conteúdo Sara Gilson, conhecida nas redes sociais pelo perfil @mrsgilson, foi morta a tiros pelo ex-marido, Jeremiah "Shawn" Duffey, de 48 anos, na noite de 23 de julho, em sua residência na cidade de Owasso, no estado de Oklahoma, nos Estados Unidos. Segundo a polícia local, o homem tirou a própria vida logo após o crime.
O caso ganhou grande repercussão por ter ocorrido apenas duas semanas depois de a influenciadora publicar um vídeo nas redes sociais denunciando o ex-companheiro e relatando problemas enfrentados durante o relacionamento.
De acordo com a Polícia de Owasso, os agentes foram acionados por volta das 23h15 após um dos filhos adolescentes do casal ligar para o serviço de emergência. Ao chegarem ao imóvel, encontraram Sara e Duffey já sem vida, ambos com ferimentos causados por disparos de arma de fogo.
A perícia concluiu que o homem atirou contra a ex-esposa antes de cometer suicídio. As autoridades classificaram o caso como homicídio seguido de suicídio.
Medida protetiva estava em vigor
As investigações apontam que Jeremiah Duffey descumpriu uma ordem de restrição que Sara havia obtido na Justiça poucas semanas antes.
Em 10 de junho, a influenciadora solicitou uma medida protetiva de emergência, alegando sofrer ameaças do então marido. A decisão determinou o afastamento de Duffey da residência e proibiu qualquer aproximação a menos de 30 metros.
Posteriormente, em 23 de junho, a Justiça prorrogou a medida até o dia 24 de agosto.
Documentos judiciais também revelam que Sara já havia solicitado outras duas ordens de proteção em 2021. Na ocasião, porém, os processos foram arquivados porque as partes não compareceram às audiências.
No pedido mais recente, a influenciadora informou que o ex-marido possuía arma de fogo, havia feito ameaças de tirar a própria vida e deixado a residência após ser confrontado.
Vídeo chamou atenção dias antes do crime
Pouco antes de ser assassinada, Sara publicou um vídeo no TikTok que acabou ganhando repercussão após sua morte.
Utilizando um formato de humor, ela escreveu na tela:
"Preparando-me para quando a Netflix lançar um documentário sobre meu futuro ex-marido, de quem acabei de descobrir que é um pedófilo."
Na legenda da publicação, acrescentou:
"Queria eu estar brincando."
As acusações também faziam parte de um processo judicial.
No mesmo dia em que Sara solicitou a medida protetiva, a mãe de uma adolescente de 15 anos entrou com uma ordem de proteção contra Duffey. Segundo o relato, a jovem, integrante de uma equipe de basquete treinada por ele, afirmou ter sofrido investidas, toques inadequados e uma tentativa de suborno para que permanecesse em silêncio.
A medida protetiva em favor da adolescente também estava em vigor quando o crime ocorreu.
Comunidade presta homenagens
Após a confirmação da morte, familiares e amigos organizaram uma campanha de arrecadação na plataforma GoFundMe para ajudar os dois filhos adolescentes deixados pelo casal.
Na descrição da campanha, os organizadores afirmam que a morte de Sara causou grande comoção na comunidade.
"Sua perda repentina e devastadora deixou toda uma comunidade de luto, mas o maior impacto é enfrentado por seus dois filhos, que agora precisam seguir em frente sem a mãe."
A Polícia de Owasso informou que as investigações continuam para concluir o relatório final sobre o caso. Até o momento, não há indícios da participação de outras pessoas no crime.
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