Inflação no Nordeste supera média nacional
A inflação no Nordeste, principal reduto eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, supera as previsões nacionais e corrói o poder de compra da população mais vulnerável do país. Das dez capitais brasileiras com maior alta no preço da cesta básica, seis estão localizadas na região nordestina.
Recife lidera alta desproporcional nos preços
O cenário crítico fica evidente no Recife, onde a cesta básica atingiu R$ 654,62 entre janeiro e março. A alta de quase 10% no primeiro trimestre representa o dobro da inflação prevista pelo Banco Central para todo o ano. Em comparação, São Paulo registrou aumento de apenas 4,49% no mesmo período.
Alimentos básicos disparam em toda região
O feijão-carioca tornou-se o principal vilão do orçamento familiar. Salvador e Teresina registraram alta superior a 24% no preço do grão durante o ano, enquanto Belém chegou próximo aos 50%. A redução na área plantada e condições climáticas desfavoráveis diminuíram a oferta no mercado.
Outros produtos essenciais também pressionam o orçamento:
- Carnes com aumentos significativos
- Leite em alta constante
- Farinha de mandioca mais cara
Combustíveis em alta após tensões no Irã
O conflito no Irã impactou diretamente o mercado de petróleo, refletindo nos combustíveis nordestinos. A gasolina subiu 10,35% em poucas semanas, atingindo média de R$ 6,93 por litro. O diesel acompanhou com alta de 26,25%, a maior variação registrada em todo o território nacional segundo a ANP.
Setor imobiliário pressiona ainda mais a renda
O mercado imobiliário também contribui para o aperto no orçamento das famílias nordestinas. Aracaju, Maceió e Natal lideram o índice FipeZap com as maiores altas no aluguel residencial do país. Em Aracaju, o reajuste médio chegou a 7%, superando metrópoles como São Paulo e Porto Alegre.
A situação se agrava pela fragilidade financeira característica da região. Com renda per capita de R$ 1.340, os nordestinos comprometem praticamente toda a renda mensal com necessidades básicas. Qualquer variação nos custos essenciais, como o aumento de 20% no transporte urbano de Fortaleza, destrói o poder de compra e amplia o endividamento familiar.
Fonte/Créditos: Contra Fatos
Créditos (Imagem de capa): Reprodução
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