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Sábado, 25 de Abril 2026
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Infecção comum pode aumentar risco de câncer em mulheres e é transmitida sexualmente

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Infecção comum pode aumentar risco de câncer em mulheres e é transmitida sexualmente
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Uma condição que afeta uma em cada quatro mulheres pode estar prestes a mudar de categoria no sistema de saúde global. Especialistas e ginecologistas de renome defendem que a Vaginose Bacteriana (VB) passe a ser oficialmente classificada como uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST). A mudança ocorre após novas evidências científicas indicarem que o sexo desempenha um papel crucial na propagação e na recorrência da doença.

Atualmente, a VB é definida como um desequilíbrio na flora vaginal. Embora comum e muitas vezes leve — apresentando sintomas como odor forte ou corrimento —, a condição está longe de ser inofensiva. Dados médicos associam a VB a um risco elevado de contrair HIV, clamídia e gonorreia, além de estar ligada a complicações graves na gestação, como abortos espontâneos e partos prematuros.

O elo com o câncer e a transmissão silenciosa

Um dos alertas mais graves feitos pelos médicos envolve o HPV (Papilomavírus Humano). A VB cria um ambiente favorável para que o vírus, principal causador do câncer de colo de útero, se estabeleça no organismo.

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O argumento para a reclassificação ganha força com a descoberta de que o tratamento de parceiros sexuais masculinos aumenta drasticamente a taxa de cura das mulheres. “O argumento tradicional era de que a VB resultava apenas de bactérias da própria paciente, mas isso está cada vez mais difícil de defender”, afirma Valentina Milanova, especialista em saúde pública e ginecológica ao jornal britânico Daily Mail..

Embora homens não desenvolvam a VB, eles podem carregar as bactérias associadas ao desequilíbrio. Sem o tratamento do parceiro, a bactéria é frequentemente reintroduzida na mulher, criando um ciclo de reinfecção.

Descompasso nas diretrizes de saúde

Países como Estados Unidos, Canadá e Austrália já gerem a VB dentro de protocolos de saúde sexual, seguindo orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS). No entanto, o Reino Unido e outras nações ainda tratam a condição de forma isolada.

“As diretrizes atuais não refletem as evidências recentes. Como resultado, clínicos não tratam rotineiramente os parceiros ou realizam rastreamentos sistemáticos, deixando as mulheres presas em um ciclo de recorrência”, explica Milanova.

Probióticos como alternativa aos antibióticos

A dificuldade de erradicação é um dos maiores desafios: cerca de 50% das mulheres sofrem nova infecção em até seis meses após o uso de antibióticos.

Uma pesquisa do Mass General Brigham trouxe uma perspectiva otimista: o uso de probióticos diários após o tratamento convencional. Ao contrário dos antibióticos, que eliminam todas as bactérias, os probióticos ajudam a reconstruir o microbioma protetor, tornando o ambiente vaginal mais ácido e hostil a micróbios nocivos.

Como reduzir o risco de VB?

Especialistas recomendam medidas simples para preservar o equilíbrio natural da flora vaginal:

Higiene: Evitar duchas vaginais, sabonetes perfumados ou desodorantes íntimos; usar apenas água ou sabão neutro na área externa.

Hábitos: O tabagismo e o uso de DIU foram associados a um risco maior de desequilíbrio bacteriano.

Prevenção: O uso de preservativos continua sendo a forma mais eficaz de evitar a troca de bactérias entre parceiros durante o ato sexual.

Fonte/Créditos: Gazeta Brasil

Créditos (Imagem de capa): Imagem Ilustrativa

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