Um homem de 67 anos morreu na noite de quarta-feira após dar entrada em uma unidade de saúde de Manaus e relatar ter sentido os efeitos do vazamento de monômero de estireno, que acontece em uma indústria no Distrito Industrial da capital amazonense. Em nota, o Governo do Amazonas afirma que "não foi constatada relação direta da morte com o vazamento ocorrido".
Segundo a nota divulgada pelas autoridades, o paciente já tinha um histórico de doença respiratória crônica. Ao longo da semana, o homem já havia ido à unidade de saúde com dificuldades para respirar.
Os sintomas apresentados até o momento por pessoas que respiraram o estireno incluem falta de ar, náuseas, cefaleia, tontura e desmaio. Um total de 149 pessoas foram atendidas em unidades de saúde após o início da ocorrência. Do total, 140 receberam alta com orientações médicas e oito permanecem internado.
No momento, órgãos da Segurança Pública, Saúde, Meio Ambiente e Defesa Civil seguem atuando no controle e prevenção do vazamento de gás. Acionados pela empresa, bombeiros isolaram a área e iniciaram a operação para conter o estireno. Desde quarta-feira, eles realizam o resfriamento do local e monitoram a temperatura interna da estrutura para evitar que o tanque atinja temperaturas elevadas e exploda.
"O Corpo de Bombeiros reforça que 80% do material que hoje ainda está sendo expelido do tanque é composto de partículas de água, sendo a concentração do produto químico bem menor que na quarta-feira. Dessa forma, as autoridades ressaltam que os riscos para a saúde da população são pequenos", diz nota, divulgada nesta quinta-feira.
O incidente ocorreu na unidade da petroquímica Innova, que informou ter acionado seus protocolos de emergência e afirmou que não houve vítimas na fábrica. Segundo a empresa, uma reação química ocorreu em um dos tanques de armazenamento de estireno na Unidade IV.
Créditos (Imagem de capa): Equipes do Corpo de Bombeiros atuam na unidade da Innova, no Distrito Industrial de Manaus, após vazamento de monômero de estireno que colocou a capital amazonense em estado de alerta — Foto: Reprodução
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