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Domingo, 07 de Junho 2026
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Homem é condenado à prisão perpétua por forçar mulher a fazer sexo com centenas de homens por 30 anos

Mulher era obrigada a participar de orgias com até 15 pessoas ao mesmo tempo, por várias noites seguidas; autoridades britânicas investigam possíveis envolvidos no esquema de encontros coercitivos

Homem é condenado à prisão perpétua por forçar mulher a fazer sexo com centenas de homens por 30 anos
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Um homem de 67 anos foi condenado à prisão perpétua, com pena mínima de 16 anos, por forçar uma mulher a manter relações sexuais com mais de 100 homens desconhecidos ao longo de 30 anos. A sentença foi proferida nesta sexta-feira (9/1) pelo Tribunal da Coroa de Norwich, no leste da Inglaterra.

A vítima, que tem direito legal ao anonimato, afirmou após o julgamento: “Pela primeira vez em décadas, estou livre.”

Rodney Johnston foi considerado culpado de:

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  • três acusações de aliciamento para relações sexuais mediante ameaças ou intimidação;
  • duas acusações de indução à prática de atividade sexual sem consentimento;
  • e uma acusação de intimidação de testemunha.

O homem também foi acusado de estupro, porém o júri não teve decisão unânime e foi arquivada. O julgamento durou oito semanas e foi encerrado em setembro.

Ao proferir a sentença nesta sexta, a juíza Alice Robinson afirmou que era “difícil compreender o quão terrível foi o crime” e destacou a existência de diversos fatores agravantes, incluindo a recusa do réu em assumir responsabilidade.

Para a magistrada, Johnston continuará representando risco para a vítima por toda a vida.

Relações com homens desconhecidos

Segundo o tribunal, Johnston explorou sexualmente a mulher entre 1994 e 2024, obrigando-a a manter relações com homens desconhecidos enquanto ele fotografava e filmava os abusos. Caso se recusasse, ela era ameaçada ou punida.

Os encontros ocorriam em bosques isolados, carros e quartos de hotel previamente reservados.

A polícia estima que mais de 100 homens tenham participado dos abusos. Durante a investigação, foram apreendidos cerca de 30 mil vídeos e imagens que documentavam os crimes.

“Monstro”

Em declaração à Justiça, a vítima afirmou que obedecer era mais fácil do que enfrentar as consequências de desafiá-lo. “Eu não tinha voz, não tinha escolha”, disse.

Ela relatou sentir-se “suja, usada, degradada, humilhada e aterrorizada”, descrevendo o agressor como “um monstro”.

com informações de Metrópoles 

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