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Sexta-feira, 24 de Abril 2026
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Haddad propõe prisão para devedores contumazes de impostos

Ministro da Fazenda defende endurecimento da lei para proteger empresas que cumprem suas obrigações fiscais

Haddad propõe prisão para devedores contumazes de impostos
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Empresas que utilizam a inadimplência tributária como estratégia de negócio estão na mira do Ministério da Fazenda, liderado por Fernando Haddad. Em entrevista ao Estadão/Broadcast, concedida na última quarta-feira (16), o ministro defendeu uma linha mais dura contra o “devedor contumaz”, termo que, segundo ele, minimiza a gravidade do crime cometido.

“A gente está chamando de devedor contumaz, mas é um eufemismo para falar de um criminoso”, declarou Haddad.

Segundo o ministro, o objetivo da proposta de lei é deixar claro que o foco está nos criminosos que fazem da inadimplência um modelo de negócios:

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“Tanto é que você vai ver, quando essa lei for aprovada, quem vai para o xilindró é criminoso. A gente fica dando nome bonito para coisa feia.”

Embora haja expectativa de aumento na arrecadação, Haddad garante que essa não é a motivação principal:

“Vai ter impacto arrecadatório? Espero que sim. Mas não é essa a motivação da lei.”

Critérios definidos para enquadramento e benefícios aos adimplentes

A proposta do governo estabelece critérios objetivos para a caracterização do devedor contumaz, como:

  • Dívidas superiores a R$ 15 milhões;
  • Valores devidos maiores que o patrimônio da empresa;
  • Pendências com mais de um ano;
  • Ligação societária com outros CNPJs inadimplentes.

Ao mesmo tempo, o texto inclui benefícios para os contribuintes que estão em dia com suas obrigações fiscais, fortalecendo a premiação da regularidade como princípio.

Trâmite no Congresso e resistências

Apesar das tentativas desde 2019, o projeto enfrenta resistência no Congresso Nacional. Uma nova versão foi apresentada pelo governo em 2024, mas discute-se ainda a união com outras propostas semelhantes, como as dos ex-senadores Jean Paul Prates (PT-RN) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Ambas tratam de repressão às práticas fraudulentas e da defesa do contribuinte, buscando um ponto de equilíbrio entre combate à sonegação e segurança jurídica.

Setor de combustíveis sofre com concorrência desleal

setor de combustíveis é apontado como um dos mais prejudicados pela concorrência desleal de empresas inadimplentes, muitas delas ligadas ao crime organizado e a milícias, segundo relatos de empresários.

O ministro destacou:

“Você está combatendo o devedor contumaz, vai arrecadar. Agora, qual é a motivação de prender o devedor contumaz? É a concorrência. Tem setores econômicos sofrendo com a concorrência de criminosos. Criminosos.”

Para Haddad, a proposta é antes de tudo uma proteção às empresas legais que enfrentam perdas por atuarem de forma honesta em um ambiente dominado por concorrência desleal.

 

Fonte/Créditos: Contra Fatos

Créditos (Imagem de capa): Reprodução

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