O deputado federal José Guimarães (PT-CE), cujo nome ficou marcado pelo episódio conhecido como o caso dos “dólares na cueca”, assumiu no último dia 14 de abril o comando da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) do governo Lula (PT), pasta com status ministerial que é responsável pela articulação política com o Congresso Nacional.
A nomeação ocorre cerca de cinco anos após o encerramento definitivo do processo que investigava sua suposta ligação com o famoso episódio ocorrido em julho de 2005. Na ocasião, um assessor do parlamentar, identificado como José Adalberto Vieira, foi preso no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, com 100 mil dólares (R$ 501 mil na cotação atual) escondidos na cueca e R$ 209 mil em uma mala.
Após mais de 16 anos de tramitação, a Justiça Federal reconheceu a prescrição do caso em 2021, extinguindo a possibilidade de punição criminal tanto para Guimarães quanto para o ex-assessor. Na decisão, o juiz Danilo Fontenele Sampaio apontou que o longo período sem avanço processual inviabilizou a continuidade da ação.
– Assiste razão ao Ministério Público Federal acerca da ocorrência da prescrição, uma vez que, contando o lapso temporal decorrido desde o último ato indicado como parte das ações tidas como delituosas perpetradas, verifica-se o decurso de mais de 16 (dezesseis) anos sem que tenha sobrevindo qualquer causa interruptiva da prescrição – disse o magistrado.
Apesar do desgaste causado pelo episódio em sua vida política, Guimarães conseguiu construir carreira como deputado estadual no Ceará antes de chegar à Câmara dos Deputados. Ao longo dos anos, ocupou posições estratégicas, como líder da bancada petista e líder do governo, tanto no período de Dilma Rousseff quanto no atual mandato de Lula.
Fonte/Créditos: Pleno News
Créditos (Imagem de capa): Foto: PR/Ricardo Stuckert
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