A Controladoria-Geral da União (CGU) registrou 7,2 mil denúncias de assédio moral em 2025 na administração federal sob o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O volume representa aumento de 62% em relação a 2024 e um crescimento ainda mais expressivo — 600% — quando comparado a 2020.
Os números constam de relatório oficial do órgão de controle. Em 2020, durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foram 1.029 registros. Já em 2025, o monitoramento alcançou 7.227 denúncias.
Órgãos com mais registros
As ocorrências do último ano foram captadas pelas ouvidorias de 301 órgãos federais em todo o país. Levantamento do O Estado de S.Paulo mostra que os órgãos com maior número de reclamações foram a própria CGU (676), o Ministério do Trabalho (325), o Ministério da Saúde (198), a Fundação Oswaldo Cruz (101) e a Eletronuclear (87).
Triagem inicial e descarte de denúncias
Do total contabilizado em 2025, cerca de 1,4 mil denúncias foram descartadas na fase inicial por não apresentarem informações mínimas, como a identificação dos envolvidos, segundo a CGU.
Explicação oficial para a alta
Em nota, a CGU afirma que o aumento no número de registros não implica confirmação automática dos fatos e aponta fatores institucionais para a elevação das notificações. Segundo o órgão, a alta “está associado, em grande medida, à ampliação do conhecimento sobre o tema, às ações de comunicação e sensibilização e ao fortalecimento dos canais de denúncia, incluindo iniciativas do Programa Federal de Prevenção e Enfrentamento do Assédio e da Discriminação (PFPEAD), instituído pelo Decreto nº 12.122/2024, além de orientações técnicas que ampliaram a credibilidade desses canais”.
A controladoria também ressalta que os dados “refletem manifestações de ouvidoria registradas na Plataforma Fala.BR, incluindo denúncias, e não se confundem com casos confirmados”, indicando a necessidade de análise cautelosa.
Procedimentos e garantias
No encerramento da nota, a CGU destacou:
“A CGU reafirma o compromisso com o tratamento responsável das manifestações, a proteção ao denunciante e o aperfeiçoamento contínuo dos fluxos de apuração. Todas as denúncias registradas na Plataforma Fala.BR passam por análise técnica e estruturada, conforme os normativos vigentes, com verificação de admissibilidade e encaminhamento às unidades competentes sempre que identificados indícios suficientes, assegurando o devido processo e o sigilo”.
Fonte/Créditos: Contra Fatos
Créditos (Imagem de capa): Reprodução
Comentários: