O governo Lula (PT) enfrentou duras acusações da oposição nesta quarta-feira (10), após a Câmara dos Deputados decidir não cassar o mandato de Glauber Braga (Psol-RJ) — conhecido pelo episódio em que expulsou a pontapés o cidadão Gabriel Costenaro das dependências da Casa.
Em vez da perda definitiva do mandato recomendada pelo Conselho de Ética, os parlamentares aprovaram uma suspensão de seis meses, por 318 votos a 141, além de três abstenções.
Oposição acusa governo de usar emendas para influenciar votação
O deputado Zé Trovão (PL-SC) afirmou que o resultado só foi possível porque o Palácio do Planalto teria oferecido emendas parlamentares para evitar a cassação.
Segundo o parlamentar, o secretário especial de Assuntos Parlamentares, André Ceciliano, telefonou para diversos deputados oferecendo recursos em troca de votos favoráveis à suspensão.
Ceciliano negou qualquer tentativa de compra de votos, mas confirmou que fez ligações para os parlamentares — o que alimentou ainda mais as suspeitas de interferência política no julgamento de Glauber.
Caso que levou ao processo disciplinar
O Conselho de Ética havia recomendado a cassação de Glauber após o episódio em que ele expulsou, com pontapés, Gabriel Costenaro, integrante do Movimento Brasil Livre (MBL), que criticava partidos de esquerda no momento da agressão.
A denúncia gerou forte repercussão e colocou o deputado no centro de debates sobre abuso de autoridade e decoro parlamentar.
Suplente assume mandato durante afastamento
Com a suspensão aprovada, a ex-senadora Heloísa Helena (Rede-RJ), suplente de Glauber Braga, assumirá a cadeira no período em que o titular estiver afastado.
Ela deve ocupar o mandato pelos próximos seis meses, retomando temporariamente presença ativa no Congresso Nacional.
Fonte/Créditos: Contra Fatos
Créditos (Imagem de capa): Reprodução
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