Em entrevista exclusiva ao Pleno Time, o senador Eduardo Girão (PL-CE) afirmou que o Senado “tem o dever de rejeitar” a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). A sabatina está marcada para o dia 10 de dezembro e, segundo Girão, será decisiva para evitar que o país “aprofunde um caminho de censura e perseguição”.
O senador classificou como imprescindível que o Senado “deixe de ser pequeno” e cumpra sua responsabilidade institucional ao avaliar o nome indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para ele, Messias representa “uma ameaça à liberdade de expressão” e carrega histórico de decisões e posicionamentos que, em sua visão, justificariam uma rejeição categórica na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Girão citou como exemplo a atuação de Messias na Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia, que, segundo o parlamentar, teria sido criada “com obsessão por regular e censurar redes sociais”. Ele também criticou o apoio de Messias à decisão do ministro Alexandre de Moraes que suspendeu a resolução do Conselho Federal de Medicina sobre a sistolia fetal. Para Girão, tal postura demonstra que o indicado “é contra a vida” e respalda “uma crueldade inaceitável”.
Na entrevista, Girão também vinculou a sabatina ao clima político mais amplo, mencionando a CPMI que, segundo o senador, enfrenta tentativas de sabotagem. Ele declarou que continuará pressionando para que a comissão cumpra seu papel de investigação, assim como a CPI do Banco Master, que pretende aprofundar as apurações sobre fraudes e eventuais conexões políticas.
Girão afirmou que a rejeição de Messias é um imperativo institucional.
– A gente não pode aprovar esse nome. O Senado precisa reagir – declarou.
Fonte/Créditos: Pleno News
Créditos (Imagem de capa): Foto: Reprodução/Pleno.News
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