Milhares de manifestantes ocuparam quarteirões da Avenida Paulista, em São Paulo, na tarde deste domingo (1º/3), no primeiro grande ato do campo conservador em 2026. O evento marcou um novo momento do bolsonarismo após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e consolidou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como principal nome do movimento para a disputa presidencial.
Com bandeiras do Brasil, cartazes pedindo anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e críticas ao governo Lula, a multidão transformou a Paulista em um grande palco de mobilização popular. O ato “Acorda Brasil” foi convocado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e pelo pastor Silas Malafaia, e ocorreu simultaneamente em outras capitais.
Último a discursar, Flávio Bolsonaro foi recebido sob aplausos e coro de “presidente”. Em tom firme, agradeceu o apoio de lideranças como Nikolas Ferreira, Silas Malafaia, os governadores Romeu Zema e Ronaldo Caiado, além do governador Tarcísio de Freitas e do prefeito Ricardo Nunes.
Em sua fala, o senador fez críticas contundentes ao governo Lula, citando escândalos que marcaram as gestões petistas e questionando gastos da atual administração. Também defendeu anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro e afirmou que o país precisa de equilíbrio entre os Poderes.
“Nosso alvo nunca foi o Supremo como instituição. O Supremo é fundamental para a democracia. O que defendemos é que a Constituição seja respeitada”, declarou.
Flávio reforçou que o Brasil vive um momento de revelações e que a população está mais atenta aos bastidores de Brasília. Ele também fez um aceno às mulheres, destacando que em um eventual governo haverá políticas de proteção e valorização feminina “sem hipocrisia”.
Ao comparar as gestões, o senador afirmou que o governo de Jair Bolsonaro priorizou os mais vulneráveis e destacou programas sociais fortalecidos durante aquele período. “Bolsonaro estendia a mão para quem mais precisava”, disse.
O ato contou ainda com discursos de parlamentares e lideranças conservadoras que defenderam combate à corrupção, redução de impostos, enfrentamento à criminalidade e maior harmonia entre os Poderes.
Por chamada de vídeo, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro participou diretamente dos Estados Unidos, agradecendo a mobilização e afirmando que “vale a pena lutar pelo Brasil”.
A manifestação evidenciou a reorganização do campo bolsonarista para 2026. Com discurso moderado institucionalmente, mas firme nas críticas ao governo petista, Flávio Bolsonaro buscou se posicionar como liderança capaz de unir o movimento e ampliar seu alcance eleitoral.
Organizadores destacaram que a pauta principal do ato foi a defesa da anistia aos presos do 8 de janeiro, além da cobrança por transparência e combate à corrupção. A mobilização também demonstrou que, mesmo diante de adversidades, o bolsonarismo mantém forte capacidade de articulação e presença nas ruas.
Fonte/Créditos: Metrópoles
Créditos (Imagem de capa): Fraga Alves/Especial Metrópoles
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