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Sexta-feira, 05 de Junho 2026
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Fazenda já admite volta da “taxa das blusinhas”

Ministro Dario Durigan afirma que imposto pode ser reativado se mercado mostrar desequilíbrio após zeragem

Fazenda já admite volta da “taxa das blusinhas”
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O governo deixou aberta a possibilidade de reintroduzir o imposto sobre importações de pequeno valor — conhecido como “taxa das blusinhas” — caso o mercado apresente distorções após a decisão de zerá-lo. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou nesta quinta-feira, 21, que a pasta acompanhará a evolução do cenário e agirá se necessário.

A volta dos que não foram?

Segundo o Estadão, Durigan explicou que a natureza regulatória do tributo é o que permite sua reativação sem nova legislação: “A medida é regulatória, portanto, ela foi zerada nesse momento, havendo permissão para que o Ministério da Fazenda acompanhe a evolução. Caso haja algum desarranjo, um avanço disso, é preciso avaliar e trazer isso a debate público e, eventualmente, trazer de volta essa taxa”.

A alíquota de 20% sobre mercadorias importadas de até US$ 50 foi suspensa por Medida Provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na semana passada. A cobrança havia sido criada em agosto de 2024 após aprovação pelo Congresso Nacional.

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O ministro acrescentou que Lula sempre manteve reservas em relação ao tributo, mas que a MP preserva a prerrogativa da Fazenda de restabelecê-lo. A decisão ocorre a poucos meses das eleições presidenciais de outubro.

Dívidas rurais no centro do debate

Em paralelo, Durigan abordou a situação financeira do agronegócio. Segundo o ministro, a inadimplência do setor, que historicamente girava em torno de 2%, atingiu 6% — patamar que ele classificou como problemático, embora 94% das operações ainda estejam em dia.

O titular da Fazenda posicionou-se contra uma renegociação ampla das dívidas rurais, defendendo que o benefício alcance apenas produtores inadimplentes: “Nós podemos criar um problema de restrição de crédito”, alertou. Ele argumentou que a imposição de um teto de juros de 10% a 12% para todo o agronegócio — hipótese debatida no Senado — resultaria em retração da oferta de crédito ao setor.

A proposta da Fazenda prevê extensão de prazos, alterações no manual de crédito agrícola e mudanças nas carências, sem ampliar o escopo do projeto além dos casos de inadimplência comprovada.

Durigan disse que a gente vai construir uma saída, junto com o agro, para que a gente dê um passo melhor, não só um passo que a gente queira fazer uma coisa mais ampla, talvez fosse mais simbólica, mais forte politicamente, mas que não gerasse os efeitos esperados por ele, inclusive”.

Fonte/Créditos: O Antagonista

Créditos (Imagem de capa): Crédito: Washington Costa/Ministério da Fazenda

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