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Quinta-feira, 07 de Maio 2026
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FAB intercepta aeronave vinda da Venezuela e destrói avião após pouso em área Yanomami

Piloto fugiu para a mata; avião voava sem plano de voo e ignorou ordens de defesa aérea

FAB intercepta aeronave vinda da Venezuela e destrói avião após pouso em área Yanomami
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Força Aérea Brasileira (FAB) interceptou na manhã de quinta-feira (19) um avião procedente da Venezuela, suspeito de ligação com o tráfico de drogas, que entrou no espaço aéreo brasileiro sem autorização. A aeronave ignorou todas as determinações da Defesa Aeroespacial e só pousou ao chegar à Terra Indígena Yanomami, em Roraima, onde acabou destruída por militares.

O piloto abandonou o monomotor na pista clandestina de Surucucu e fugiu para a mata antes da chegada das equipes enviadas de helicóptero. Ele não foi localizado.

Ação da defesa aérea

De acordo com a FAB, o avião foi detectado por radares por volta das 7h, cruzando a fronteira sem plano de voo e sem estabelecer comunicação — padrão recorrente em operações do crime organizado.
Por não informar rota nem atender a chamadas de rádio, foi inicialmente classificado como “aeronave suspeita” e, posteriormente, devido à desobediência, passou à categoria “hostil”.

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Caças da FAB emitiram tiros de aviso e tentaram direcionar o monomotor para um aeródromo indicado pelas autoridades, mas o piloto manteve o curso em direção à região Yanomami.

A matrícula do avião estava adulterada, e a destruição da aeronave foi realizada pelo Comando Conjunto Catrimani II, seguindo protocolos de proteção de áreas sensíveis na Amazônia.

Pistas clandestinas impulsionam rota aérea do tráfico

A Amazônia tem sido alvo de expansão acelerada de pistas clandestinas utilizadas por facções envolvidas no tráfico internacional de drogas.
Com a seca histórica de 2023 e 2024, rios estreitos dificultaram o transporte fluvial usado pelo crime, levando grupos — sobretudo o PCC — a migrarem para o uso mais intenso de aviões e helicópteros.

No Amazonas, autoridades estimam cerca de 200 pistas utilizadas pelo crime, segundo o portal Metrópoles. O uso das rotas varia conforme o nível dos rios: na cheia, embarcações trafegam com mais facilidade por trechos remotos; na seca, as operações aéreas se tornam predominantes.

Comando Vermelho também passou a adotar o modelo, ampliando a estrutura aérea do tráfico. Muitas pistas são de terra batida, mas há registros de pistas com iluminação e condições para voos noturnos, permitindo a chegada de aviões carregados com drogas, armas e equipamentos de garimpo.

Relatórios indicam ainda o uso de aeródromos regulares, como o de Novo Aripuanã, entre Manaus e Porto Velho. Em fevereiro, o Greenpeace registrou 130 balsas de garimpo ilegal na região, algumas próximas a Novo Aripuanã e Humaitá.

Essas pistas clandestinas também são usadas para transportar combustível, maquinário e minérios ilegais, além de facilitar atividades de desmatamento e grilagem, especialmente nas divisas com Rondônia, Acre, Pará e Roraima.

 

Fonte/Créditos: Contra Fatos

Créditos (Imagem de capa): Reprodução

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