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Domingo, 10 de Maio 2026
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Ex-presidente do BRB é transferido para a Papudinha

Segundo PM, transferência aconteceu às 19h45 desta sexta (8); ela foi permitida pelo ministro André Mendonça, do STF.

Ex-presidente do BRB é transferido para a Papudinha
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Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), foi transferido para o 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como "Papudinha", às 19h45 de sexta-feira (8), segundo informou a PM na manhã deste sábado.

A transferência foi permitida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), na tarde de sexta.

Antes da transferência, Paulo Henrique estava em um presídio do Complexo Penitenciário da Papuda, desde 16 de abril. A Papudinha fica no mesmo complexo prisional e possui uma ala menor e separada, sendo mais reservada.

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"Após os procedimentos administrativos, judiciais e operacionais de praxe, o custodiado foi alocado em uma das celas disponíveis da unidade, as quais são todas classificadas como Sala de Estado Maior. A Corporação reitera que, por questões operacionais e de segurança, busca assegurar a permanência do custodiado em cela exclusiva, observando os padrões de infraestrutura e os protocolos técnicos adotados pelo Núcleo de Custódia da Polícia Militar", disse a PM neste sábado.

➡️ Paulo Henrique Costa foi preso em 16 de abril, na Operação Compliance Zero. Ele suspeito de não seguir práticas de governança e permitir negócios do BRB com o banco Master sem lastro — ou seja, sem garantias que sustentem seu valor.

➡️ O pedido de transferência para a Papudinha foi feito pela defesa do ex-presidente do BRB. No fim de abril, os advogados informaram ao STF que ele pretendia firmar um acordo de delação premiada e solicitaram a mudança, alegando necessidade de preservação da integridade física e segurança.

O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa — Foto: BRB/Divulgação

O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa — Foto: BRB/Divulgação

A Papudinha fica a poucos metros das unidades da Papuda para presos comuns, no Jardim Botânico, e tem capacidade para 60 presos.

O batalhão tem oito celas, todas no formato de alojamentos coletivos, compostos por banheiro com box, chuveiro, cozinha, lavanderia, quarto e sala. Segundo a Polícia Militar, todas essas instalações foram reformadas em 2020.

Todos os presos podem receber itens de higiene, limpeza, enxoval e roupas definidos pela administração penitenciária, de forma igual para todos.

Também é permitido acesso a televisores e equipamento de ventilação mecânica, de acordo com o regramento da unidade prisional.

Infográfico - Mapa mostra localização da Papudinha, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. — Foto: Arte/g1

BRB e Master

Paulo Henrique Costa esteve à frente do BRB a partir de 2019, indicado pelo ex-governador do DF Ibaneis Rocha e conduziu a tentativa de compra do Banco Master pela instituição. Ele foi afastado em novembro após decisão judicial.

O executivo é suspeito de não seguir práticas de governança e permitir negócios com o Banco Master sem lastro – ou seja, sem que houvesse ações ou dinheiro em caixa para honrar aquelas negociações.

De acordo com investigadores, Paulo Henrique Costa teria feito um acordo de propina com o dono do Master, Daniel Vorcaro, que envolvia seis imóveis avaliados em R$ 146 milhões – em troca de facilitar o esquema envolvendo o banco.

O BRB é um banco público controlado pelo governo do Distrito Federal. Ele aparece no caso Master por ter sido o principal interessado na compra da banco de Daniel Vorcaro e por ter realizado operações financeiras que estão sob investigação.

A negociação previa a aquisição de participação relevante no Master e foi apresentada como uma alternativa para evitar a quebra da instituição.

No entanto, o Banco Central vetou a operação ao concluir que não havia viabilidade econômico-financeira e que o negócio poderia transferir riscos excessivos ao banco público.

Além da tentativa de compra, a Polícia Federal apura se o BRB adquiriu carteiras de crédito problemáticas do Master. O foco é entender se houve falhas nos processos internos de análise, aprovação e governança das operações.

Fonte/Créditos: G1

Créditos (Imagem de capa): Reprodução

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