Os Estados Unidos promoveram recentemente a troca do adido de Defesa no Brasil sem qualquer consulta prévia ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A substituição do coronel Gleason M. Bennett pelo coronel Brian J. Diehl foi conduzida diretamente pelo Departamento de Defesa dos EUA, com comunicação feita apenas ao Exército brasileiro — sem envolver o Itamaraty ou o Palácio do Planalto.
A movimentação reforça a percepção de distanciamento entre os dois governos e é lida nos bastidores como um recado direto de Washington: a interlocução militar entre os dois países permanece, mas sem mediação ou envolvimento político com o atual governo brasileiro.
Fontes militares ouvidas pelo portal afirmam que a escolha do novo adido foi técnica e estratégica, mas o gesto de não notificar o governo federal indica um grau de desconfiança por parte da administração Trump em relação ao Planalto. O adido de Defesa é uma figura-chave na cooperação militar internacional, atuando como elo entre os comandos das Forças Armadas de ambas as nações.
A troca ocorre em meio a um cenário geopolítico delicado, com o Brasil se aproximando de regimes autoritários e participando de blocos como os BRICS+, ao mesmo tempo em que Washington busca fortalecer alianças com parceiros considerados confiáveis na América Latina.
O silêncio do governo Lula diante da mudança também chama atenção. Até o momento, não houve manifestação pública do Ministério da Defesa ou do Itamaraty sobre o episódio.