O senador republicano Marco Rubio (Flórida) confirmou que forças militares americanas deslocadas para o Caribe têm como alvo direto o cartel de drogas supostamente comandado pelo ditador venezuelano Nicolás Maduro. A declaração reforça a escalada de pressão de Washington contra o regime de Caracas, acusado há anos de envolvimento no narcotráfico internacional.
“Existem grupos narcoterroristas designados operando na região, alguns deles utilizando espaço aéreo internacional e águas internacionais para transportar veneno para os Estados Unidos, e esses grupos serão confrontados. O presidente deixou isso claro desde o início”, afirmou Rubio.
ÚLTIMA — Rubio confirma que forças militares americanas deslocadas para o Caribe têm como alvo o cartel de drogas comandado por Nicolás Maduro na Venezuela.
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Segundo o parlamentar, a missão integra uma ampliação das operações navais e aéreas conduzidas pelo Comando Sul dos EUA, com apoio de destróieres, navios de combate litorâneo, aeronaves de patrulha P-8 Poseidon e drones de vigilância. Embora os detalhes operacionais não sejam divulgados, a movimentação mira rotas de cocaína que partem da Venezuela rumo à América Central e ao território norte-americano.
O Departamento de Justiça dos EUA acusa Maduro e altos membros do regime de liderarem o “Cartel de los Soles”, rede criminosa responsável por enviar toneladas de cocaína aos EUA. Em 2020, promotores americanos ofereceram recompensa de US$ 15 milhões por informações que levassem à prisão do líder chavista.
Conforme rumores divulgados por fontes da oposição e analistas de segurança, Maduro estaria atualmente em um bunker subterrâneo dentro ou próximo ao complexo presidencial de Miraflores, em Caracas, como medida preventiva diante da intensificação da presença militar dos EUA no Caribe. Embora tais informações não tenham confirmação oficial, opositores afirmam que o ditador tem usado instalações de segurança reforçadas em momentos de tensão.
Linha do tempo: sanções e ações dos EUA contra Maduro (2019–2024)
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23 jan. 2019 — Washington reconhece Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela e inicia nova rodada de pressão diplomática.
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28 jan. 2019 — Sanções à PDVSA (estatal de petróleo) pelo Departamento do Tesouro (OFAC), bloqueando receitas cruciais do regime.
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2019 (ao longo do ano) — Ampliação de sanções setoriais (ouro, finanças) e inclusão de militares e altos funcionários do regime em listas da OFAC.
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26 mar. 2020 — O Departamento de Justiça acusa Nicolás Maduro e aliados por narcoterrorismo e integra o “Cartel de los Soles” às denúncias formais; anuncia recompensas (US$ 15 milhões por Maduro).
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1º abr. 2020 — A Casa Branca anuncia a operação de “Enhanced Counter-Narcotics” (Comando Sul) com reforço naval e aéreo no Caribe e Pacífico Oriental para interceptar cargas de drogas ligadas ao regime.
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2020–2022 — Manutenção de sanções e cooperação regional antinarcóticos; ações da Guarda Costeira e Marinha dos EUA resultam em interceptações de grandes carregamentos vindos do norte da América do Sul.
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out. 2023 — Após acordo político em Barbados, Washington concede alívio parcial e temporário a sanções (especialmente no setor de petróleo), condicionado a avanços eleitorais na Venezuela.
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abr. 2024 — Diante de descumprimentos, os EUA restringem novamente a licença ampla para o setor de petróleo venezuelano, impondo prazo de transição de 45 dias para empresas.
Nota: A declaração de Rubio se insere na continuidade dessas medidas, com foco renovado no combate ao narcotráfico e na interdição marítima/aérea em rotas usadas por grupos ligados ao regime venezuelano.