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Quarta-feira, 22 de Abril 2026
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EUA ampliam restrições de vistos contra Cuba e atingem brasileiros ligados ao Mais Médicos

Medida mira autoridades cubanas, cúmplices estrangeiros e ex-funcionários da Opas acusados de lucrar com trabalho forçado em missões médicas.

EUA ampliam restrições de vistos contra Cuba e atingem brasileiros ligados ao Mais Médicos
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O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta quarta-feira (13), a ampliação de sua política de restrição de vistos para atingir autoridades de Cuba, cúmplices de outros países e indivíduos envolvidos no programa de exportação de mão de obra cubana, classificado por Washington como exploratório e baseado em trabalho forçado.

Segundo o Departamento de Estado, a medida busca “responsabilizar o regime cubano pela opressão de seu povo e daqueles que lucram com o trabalho forçado”. As restrições atingem tanto funcionários do governo da ilha quanto parceiros estrangeiros que, de acordo com o governo americano, facilitam ou se beneficiam do esquema.

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também impôs restrições e revogou vistos de vários funcionários do governo do Brasil e ex-funcionários da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) por “cumplicidade com o esquema de exportação de mão de obra do regime cubano no programa Mais Médicos”. Entre os punidos estão Mozart Júlio Tabosa Sales, secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, e Alberto Kleiman, ex-assessor de Relações Internacionais da pasta. Ambos são apontados por Washington como figuras-chave na implementação do programa.

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De acordo com o Departamento de Estado, as autoridades brasileiras teriam usado a Opas como intermediária para “driblar sanções americanas a Cuba e, conscientemente, pagar ao regime cubano o que era devido aos profissionais de saúde cubanos”. Ainda segundo o órgão, a participação de médicos cubanos no Brasil também teria gerado divisas para a Venezuela.

O senador republicano Marco Rubio, secretário de Estado americano, declarou em publicação nas redes sociais que o Mais Médicos seria um “esquema de exportação de trabalho forçado” e um “golpe diplomático inconcebível de ‘missões médicas’ estrangeiras”.

Desde 2019, o Departamento de Estado dos EUA classifica as missões médicas de Cuba como “trabalho forçado”. Entre 2013 e 2018, cerca de 8 mil médicos cubanos atuaram no Brasil por meio do acordo. Em 2023, com o retorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Planalto, o programa foi relançado e dobrou o número de profissionais, passando de 13 mil para 26,7 mil, com ampliação para regiões como a Amazônia Legal.

Créditos (Imagem de capa): Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio (Chip Somodevilla/Getty Images)

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