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Estudo chinês encontra propriedade em planta para tratar calvície

Revisão científica aponta que planta usada há séculos pode atuar em vias ligadas ao crescimento capilar com capacidade para tratar calvície

Estudo chinês encontra propriedade em planta para tratar calvície
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A medicina tradicional chinesa é usada há milhares de anos e inclui tratamentos com ervas, acupuntura e outras práticas naturais. Algumas dessas plantas podem contribuir com a saúde do cabelo, no tratamento da calvície, é o que diz um estudo chinês publicado em dezembro no  Journal of Holistic Integrative Pharmacy.

A pesquisa é baseada no uso da raiz Polygonum multiflorum — conhecida na medicina chinesa como He Shou Wu — no tratamento da queda de cabelo, especialmente na alopecia androgenética, também conhecida como calvície.

O que é a calvície (alopecia androgenética)

A alopecia androgenética é caracterizada pelo afinamento progressivo dos fios e pode atingir homens e mulheres. Segundo os pesquisadores da Universidade Farmacêutica de Guangdong, na China, o problema afeta cerca de 21,3% dos homens e 6% das mulheres no país, com crescimento dos casos em pessoas mais jovens.

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Os tratamentos mais usados atualmente, como minoxidil e finasterida, costumam atuar em apenas um mecanismo do problema e podem causar efeitos colaterais, o que leva parte dos pacientes a buscar alternativas.

Ao analisar estudos já publicados, os autores do artigo observaram que compostos presentes na raiz do Polygonum multiflorum, como TSG e emodina, podem atuar em diferentes processos ligados ao ciclo do cabelo. Entre os principais efeitos apontados estão:

  • Redução da ação do hormônio DHT, associado à queda e ao afinamento dos fios.
  • Proteção das células do folículo capilar, ajudando a manter o fio por mais tempo na fase de crescimento.
  • Ativação de vias biológicas ligadas à formação de novos fios, como Wnt e Shh.
  • Melhora da circulação de sangue no couro cabeludo, facilitando a chegada de oxigênio e nutrientes.

Esse efeito em múltiplos alvos é diferente dos medicamentos convencionais, que normalmente atuam em apenas um ponto do problema. Apesar dos achados positivos, os autores deixam claro que a maioria das evidências ainda vem de estudos laboratoriais ou experimentais, e não de grandes testes clínicos em humanos.

A revisão destaca que a planta mostra potencial terapêutico promissor, mas reforça que são necessários estudos clínicos bem controlados para confirmar a eficácia, definir doses seguras e avaliar possíveis riscos.

Segundo os pesquisadores, a raiz usada na medicina tradicional chinesa pode representar uma base interessante para novos tratamentos contra a queda de cabelo, principalmente por agir em diferentes mecanismos ao mesmo tempo.

No entanto, o estudo ressalta que nenhuma recomendação clínica definitiva pode ser feita neste momento, e o uso de extratos ou produtos à base da planta deve ser avaliado com cuidado, especialmente por causa de possíveis efeitos adversos e interações medicamentosas.

Fonte/Créditos: Metrópoles

Créditos (Imagem de capa): ozanuysal / Getty Images

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