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Terça-feira, 21 de Abril 2026
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Ervas como alecrim e sálvia realmente combatem o Alzheimer?

Pesquisas revelam o potencial neuroprotetor de compostos naturais no tratamento e prevenção da doença de Alzheimer

Ervas como alecrim e sálvia realmente combatem o Alzheimer?
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A pergunta “Alecrim e sálvia combatem o Alzheimer?” tem ganhado espaço nas discussões científicas e populares, especialmente diante da urgência em encontrar soluções para essa doença neurodegenerativa que afeta milhões de pessoas no mundo.

Sem uma cura definitiva até o momento, o Alzheimer continua sendo um dos maiores enigmas da medicina, impulsionando pesquisadores a investigar alternativas que vão além dos tratamentos convencionais.

Sobretudo, os estudos iniciais sugerem que esses ingredientes naturais podem ter propriedades neuroprotetoras, levantando hipóteses sobre seu potencial no combate à progressão da doença. Neste artigo, vamos explorar o que a ciência já descobriu e até onde vai a esperança depositada nessas plantas.

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O que a ciência já sabe sobre alecrim e sálvia no combatem ao Alzheimer?

A imagem exibe ervas frescas como manjericão, alecrim, sálvia, tomilho e orégano sobre fundo branco. Pimentas verdes e pretas estão espalhadas entre elas. Tudo está disposto de forma organizada e harmoniosa, destacando texturas e formas.

 

Antes de mais nada, para entender melhor essa questão sobre o papel do alecrim e da sálvia no combate ao Alzheimer, é preciso verificar em mais detalhes o que foi descoberto sobre isso e como essas substâncias reagiriam no organismo humano.

Recentemente, pesquisadores do Scripps Research Institute, na Califórnia, desenvolveram uma forma estável do ácido carnósico, composto natural encontrado no alecrim e na sálvia, chamada diAcCA.

Essa versão modificada, por sua vez, é convertida no intestino em ácido carnósico antes de ser absorvida pela corrente sanguínea, o que aumenta sua eficácia e estabilidade.

Dessa forma, os pesquisadores fizeram testes em camundongos geneticamente modificados para apresentar sintomas de Alzheimer, e o diAcCA mostrou resultados promissores, tais como:

  • Melhoria significativa da memória;
  • Aumento na densidade sináptica, ou seja, mais conexões entre os neurônios;
  • Redução da inflamação cerebral;
  • Remoção de proteínas tóxicas como beta-amiloide e tau fosforilada, ambas associadas ao desenvolvimento da doença.

Além disso, os pesquisadores observaram que o composto não apresentou efeitos tóxicos nos animais e foi absorvido de forma mais eficiente do que o ácido carnósico em sua forma natural.

Alecrim e sálvia: melhoria significativa de memória no combate à demência

Anatomia do cérebro humano sem uma peça de quebra-cabeça com comprimidos de remédio em fundo roxo. Conceito de tratamento para Alzheimer, demência e doença de Parkinson. Cuidados com a saúde mental.

Sobretudo, a análise dos tecidos cerebrais dos animais tratados revelou, de forma consistente, uma redução significativa nos níveis de inflamação.

Esse achado reforça o potencial terapêutico do diAcCA, especialmente por apresentar um mecanismo de ativação seletiva: o composto é ativado exclusivamente nas regiões do cérebro afetadas por processos inflamatórios, o que contribui para minimizar os riscos de efeitos colaterais indesejados.

Outro ponto relevante é que o ácido carnósico, substância base do diAcCA, já possui classificação de segurança pela FDA (Food and Drug Administration), sendo considerado “geralmente seguro” (GRAS). Com isso, há uma perspectiva positiva para que essa formulação avance para as próximas fases de testes clínicos em humanos, ampliando as possibilidades de tratamento para a doença de Alzheimer.

Dessa forma, essa perspectiva otimista quanto à segurança do ácido carnósico é especialmente relevante diante dos resultados obtidos com seu derivado, o diAcCA, em estudos pré-clínicos.

Segundo o professor Stuart Lipton, neurologista clínico e pesquisador da Scripps Research, o diAcCA não apenas promoveu o aumento das sinapses, como também ajudou a eliminar proteínas malformadas, como a tau fosforilada e a beta-amiloide, ambas associadas ao desenvolvimento e à progressão do Alzheimer.

Ainda assim, embora as descobertas sejam animadoras, vale destacar que elas ainda são preliminares. Por isso, não substitua o tratamento convencional de Alzheimer por essas plantas, principalmente sem o conhecimento do médico do paciente em questão.
 
 

Fonte/Créditos: Olhar Digital

Créditos (Imagem de capa): Imagem Ilustrativa

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