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Sábado, 06 de Junho 2026
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Entenda como a PF leu as mensagens apagadas do Whatsapp de Bolsonaro

Parecer descreve cópia forense do celular e recuperação de dados locais, sem quebra da criptografia ponta a ponta

Entenda como a PF leu as mensagens apagadas do Whatsapp de Bolsonaro
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A Polícia Federal recuperou conversas do WhatsApp do ex-presidente Jair Bolsonaro a partir do celular apreendido e incluiu esse material no relatório final enviado ao Supremo Tribunal Federal na noite de quarta, 20.

A criptografia de ponta a ponta protege a mensagem enquanto ela viaja entre dois telefones. Só o dispositivo de quem envia e o de quem recebe têm as chaves que destravam o conteúdo.

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Nem a empresa do aplicativo (Meta), nem autoridades, conseguem abrir esse cadeado no caminho.

Ao apreender um aparelho com autorização judicial, peritos conseguem criar uma cópia fiel da memória e analisar os arquivos locais do WhatsApp. Foi por aí que a PF chegou às conversas.

O relatório registra que parte das mensagens tinha sido apagada pelo usuário, mas pôde ser reconstruída na análise dos bancos de dados salvos no aparelho.

O WhatsApp usa arquivos internos para organizar conversas, contatos e anexos.

Quando alguém apaga um item, ele some da tela, só que rastros podem ficar por um período em áreas temporárias e em espaços já marcados como livres.

Softwares forenses leem esses arquivos, conferem horários e identificadores e remontam o histórico. É como recuperar um rascunho que ainda estava na lixeira antes de ser sobrescrito.

Há limites técnicos. A perícia relata que alguns áudios e mídias não puderam ser restaurados, seja porque os arquivos já tinham sido substituídos pelo uso cotidiano, seja por estarem protegidos por chaves locais da instalação do aplicativo.

Quanto mais tempo passa e quanto mais o telefone é utilizado, menor a chance de resgate.

O tipo de memória também pesa, já que tecnologias atuais distribuem a escrita por vários blocos e fazem limpezas automáticas que apagam de vez dados antigos.

O passo a passo seguido pelos peritos é padronizado.

Primeiro, o isolamento do aparelho para impedir alterações remotas. Depois, a extração em ambiente controlado e a geração de códigos de integridade que provam que nada foi mudado durante o processo.

Em seguida, a análise em estações dedicadas, com leitura dos bancos de dados, dos logs do sistema, que são registros técnicos, e a montagem de uma linha do tempo que cruza mensagens, contatos e eventos do próprio telefone.

O que a PF descreve no relatório é o uso de técnicas de extração e de leitura de arquivos locais para reconstruir cNão houve “quebra” da criptografia do WhatsApp. Houve perícia no dispositivo físico, baseada em cópia forense e em métodos reconhecidos para recuperar dados que o usuário considerava apagados.

 

Fonte/Créditos: O Antagonista

Créditos (Imagem de capa): Reprodução

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