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Domingo, 26 de Abril 2026
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Enquanto a expectativa de vida no Japão é de 84,5 anos, no Brasil as pessoas morrem muito mais cedo

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Enquanto a expectativa de vida no Japão é de 84,5 anos, no Brasil as pessoas morrem muito mais cedo
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O contraste entre a longevidade no Japão e no Brasil chama atenção em dados recentes divulgados por órgãos oficiais e entidades internacionais. Enquanto os japoneses vivem, em média, 84,5 anos, a expectativa de vida brasileira chegou a 76,6 anos em 2024, segundo o IBGE.

A diferença de quase oito anos evidencia desigualdades estruturais entre os dois países, especialmente em áreas como saúde pública, renda e condições de vida.

Conhecido por seus altos índices de qualidade de vida, o Japão também registra crescimento contínuo no número de pessoas centenárias. Dados recentes apontam que o país possui cerca de 99.763 pessoas com 100 anos ou mais, o maior número já registrado e o 55º aumento anual consecutivo.

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A longevidade japonesa está associada a fatores como alimentação equilibrada, sistema de saúde eficiente e políticas públicas voltadas ao envelhecimento da população. Além disso, há forte presença de hábitos preventivos e acompanhamento médico regular.

Brasil avança, mas ainda enfrenta desafios

No Brasil, a expectativa de vida tem apresentado recuperação após a queda registrada durante a pandemia de COVID-19. Em 2021, o índice caiu para 72,8 anos, mas voltou a crescer nos anos seguintes.

Apesar da evolução histórica, com ganho de mais de nove anos nas últimas décadas, o país ainda enfrenta desafios importantes. Entre eles estão desigualdade social, acesso limitado a serviços de saúde em algumas regiões e diferenças significativas entre homens e mulheres.

Em 2024, por exemplo, as mulheres brasileiras vivem, em média, 79,9 anos, enquanto os homens chegam a 73,3 anos, uma diferença de 6,6 anos.

Queda da mortalidade infantil impulsiona indicadores

Um dos principais fatores que contribuíram para o aumento da longevidade no Brasil foi a redução da mortalidade infantil. Atualmente, a taxa está em 12,3 mortes para cada mil nascidos vivos, número muito inferior ao registrado em 1940, quando chegava a 146,6.

Essa melhora está ligada à ampliação de políticas públicas, como vacinação, pré-natal, incentivo ao aleitamento materno e acesso a saneamento básico.

Especialistas apontam que a diferença na expectativa de vida entre Japão e Brasil não está ligada a um único fator, mas a um conjunto de condições sociais, econômicas e culturais.

Enquanto o Japão apresenta alto padrão de vida e envelhecimento populacional consolidado, o Brasil ainda convive com desigualdades que impactam diretamente a saúde e a longevidade da população.

Fonte/Créditos: Diario do Comercio

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