Aguarde, carregando...

Sábado, 06 de Junho 2026
MENU
Notícias / Brasil

Em Meio a Crise e Prejuízo Recorde, Funcionários dos Correios de São Paulo Aprovam Greve

Trabalhadores também farão caravana a Brasília e ato nacional em meio à pior crise financeira da estatal

Em Meio a Crise e Prejuízo Recorde, Funcionários dos Correios de São Paulo Aprovam Greve
A-
A+
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Funcionários dos Correios em São Paulo aprovaram uma greve com início marcado para o dia 16 de dezembro. A decisão foi tomada nesta terça-feira (2) pelos trabalhadores ligados ao Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares de São Paulo (Sintect-SP), que abrange a Grande São Paulo e a zona postal de Sorocaba.

O indicativo de paralisação surge em meio a impasses nas negociações sobre direitos e condições de trabalho da categoria. Além da greve, os trabalhadores definiram a participação em uma caravana para Brasília no dia 9 de dezembro e um ato unificado nacional no dia seguinte.

Prejuízo Acumulado e Rejeição de Empréstimo

A mobilização da categoria ocorre em um momento extremamente delicado para os Correios, que acumulam um prejuízo de R$ 6,1 bilhões nos primeiros nove meses de 2025 — um valor quase três vezes maior que o registrado no mesmo período de 2024. A estatal enfrenta 12 trimestres consecutivos de perdas.

Publicidade

Leia Também:

A crise é marcada pela queda de 12,7% nas receitas de janeiro a setembro, enquanto as despesas administrativas saltaram 53,5%, impulsionadas principalmente por decisões judiciais trabalhistas desfavoráveis à empresa. O secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, classificou a situação como “muito ruim” e alertou para o risco de maior contingenciamento em 2026.

No mesmo dia da aprovação da greve, o Tesouro Nacional rejeitou uma proposta de empréstimo de R$ 20 bilhões para socorrer os Correios. A operação havia sido aprovada pelo Conselho de Administração da estatal no sábado (29.nov.2025) com um consórcio de bancos (ABC Brasil, Banco do Brasil, BTG Pactual, Citibank e Safra).

O Tesouro considerou que a taxa de juros proposta — superior a 120% do CDI — era incompatível com uma operação que tem a garantia da União. O senador Rogério Marinho (PL-RN) já havia acionado o Tribunal de Contas da União (TCU) pedindo investigação sobre o empréstimo por suspeita de “favorecimento indevido” às instituições financeiras. Marinho solicitou a suspensão cautelar e classificou a proposta como “aparelhamento com dinheiro público”.

 

Fonte/Créditos: Gazeta Brasil

Créditos (Imagem de capa): Sintect-sp

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Aliados Brasil
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR