A vitória da Argentina por 3 a 2 sobre o Egito, pelas oitavas de final da Copa do Mundo, continua repercutindo muito além do resultado em campo. Após a eliminação, a Federação Egípcia de Futebol protocolou uma queixa formal à FIFA, alegando que houve uso inadequado do árbitro de vídeo (VAR) durante a partida.
Segundo a entidade, a arbitragem teria cometido erros que influenciaram o placar, entre eles a anulação de um gol do Egito e um possível pênalti não assinalado a favor da equipe africana. As reclamações rapidamente ganharam repercussão nas redes sociais, onde torcedores e comentaristas passaram a discutir as decisões tomadas durante o confronto.
Pelas regras da FIFA, o VAR pode revisar lances que antecedem um gol quando identifica uma infração na origem da jogada. A aplicação desse protocolo foi justamente um dos pontos centrais da discussão após a partida.
Debate ultrapassou a arbitragem
Além das reclamações sobre o jogo, outras controvérsias envolvendo a seleção egípcia passaram a circular nas redes sociais.
Publicações relembraram o histórico do técnico Hossam Hassan, conhecido por episódios de comportamento explosivo à beira do gramado. Após a derrota, vídeos mostraram o treinador envolvido em momentos de tensão, o que voltou a gerar críticas entre internautas.
Também repercutiram vídeos e comentários sobre cânticos feitos por jogadores da seleção no vestiário após partidas. O conteúdo das publicações gerou intenso debate nas redes, embora não haja posicionamento oficial da Federação Egípcia sobre o assunto.
Acusações de discriminação religiosa
Outro tema que ganhou destaque foi uma publicação do perfil internacional Visegrád24, que afirmou existir discriminação contra cristãos coptas no futebol egípcio.
Since all eyes are on the Egyptian team today, it’s worth reminding the world that Christians are practically banned from playing top level football in Egypt.
— Visegrád 24 (@visegrad24) July 7, 2026
Despite being 10% of the population, only two Christians have played the national team in the past 36 years. Not a… pic.twitter.com/uIyBknCNcs
Segundo o texto, apesar de representarem cerca de 10% da população do Egito, poucos cristãos teriam chegado à seleção nacional nas últimas décadas. A publicação cita declarações do ex-jogador Ahmed Hossam, conhecido como Mido, que em entrevistas anteriores afirmou haver dificuldades para atletas cristãos alcançarem o futebol de alto rendimento no país.
O perfil também criticou o fato de o técnico Hossam Hassan ter feito gestos contra o racismo durante a partida, ao mesmo tempo em que, segundo a publicação, não se manifestaria sobre alegações de discriminação religiosa dentro do futebol egípcio.
As alegações divulgadas nas redes sociais, no entanto, não foram objeto da reclamação oficial apresentada pela Federação Egípcia à FIFA, nem receberam resposta das autoridades esportivas do país até o momento.
Argentina segue na disputa
Enquanto a repercussão continua fora dos gramados, dentro de campo a Argentina garantiu classificação para as quartas de final da Copa do Mundo após uma virada comandada por Lionel Messi.
Já o Egito deixa a competição em meio à contestação da arbitragem e a uma série de debates que ultrapassaram o aspecto esportivo e passaram a envolver temas políticos, religiosos e sociais, amplamente discutidos nas redes sociais.
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