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Quinta-feira, 30 de Abril 2026
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Dez dicas de cuidados com a meningite e os principais tipos

Dados do Ministério da Saúde mostram que o Brasil teve 6.169 casos confirmados em 2025

Dez dicas de cuidados com a meningite e os principais tipos
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Em todo o mundo, mais de cinco milhões pessoas são afetadas pela meningite anualmente; a cada dez pacientes, um morre em decorrência da doença e outros dois, ficam com sequelas. A meningite é a inflamação grave das meninges, que são as membranas que revestem o cérebro e toda a medula espinhal e que pode ser causada por vírus, bactérias, parasitas ou fungos.

Em geral, a meningite bacteriana é a mais grave e pode evoluir rapidamente, exigindo tratamento imediato. Já a meningite viral costuma ser mais branda, com recuperação espontânea na maioria dos casos, mas ainda assim requer avaliação médica.

De acordo com a coordenadora do curso de Enfermagem da Unopar, professora Cristiane Aparecida Costa, entre os sintomas, é comum haver rigidez no pescoço, ficando difícil fazer o movimento de tentar encostar o queixo no peito, além de febre, náuseas e dor de cabeça intensa.

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– É importante que a meningite seja identificada assim que surgirem os primeiros sintomas, pois assim é possível que o tratamento seja iniciado rapidamente para evitar o desenvolvimento de lesões que podem resultar em sequelas permanentes ou morte – alerta a especialista, que orienta quanto as formas de prevenção:

– evitar locais com aglomeração de pessoas;
– deixar os ambientes ventilados, se possível ensolarados, principalmente, salas de aula, locais de trabalho e no transporte coletivo;
– não compartilhar objetos de uso pessoal;
– reforçar os hábitos de higiene, lavando as mãos com frequência, especialmente antes das refeições;
– manter a vacinação em dia.

Segundo dados do Ministério da Saúde, dos 6.169 casos confirmados em 2025, 2.643 (42.8%) foram classificados como meningites bacterianas, 2.109 casos (34,2%) como meningite viral, 398 casos (6,5%) como meningite de outra etiologia e 1.012 casos (16,4%) de meningite não especificada.

A rede pública de saúde oferece, gratuitamente, vacina contra as formas mais graves de meningite:

Tipos de meningite e vacinação:
Meningite tipo C (a proteção está contida na vacina Meningo C):
– para crianças (1ª dose aos 3 meses; 2ª dose aos 5 meses; e reforço entre 12 meses e 4 anos 11 meses e 29 dias);
– para adolescentes entre 12 e 13 anos – 1 dose.

Meningite por pneumococo (a proteção está contida na vacina Pneumo 10):
– para crianças (1ª dose aos 2 meses; 2ª dose aos 4 meses; e reforço entre 12 meses e 4 anos 11 meses e 29 dias).

Meningite por Haemophilus influenzae (a proteção está contida na vacina Pentavalente):
– para crianças (1ª dose aos 2 meses; 2ª dose aos 4 meses; e 3ª dose aos 6 meses).

Meningite tuberculosa (a vacina BCG protege contra a meningite tuberculosa):
– para crianças, ao nascer.

Por fim, a especialista dá 10 dicas de cuidados com a meningite. 

Confira:

– Procure atendimento médico imediato: Em caso de suspeita (febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez de nuca, vômitos, confusão, sonolência excessiva, manchas na pele que não desaparecem ao pressionar), procure emergência. A meningite bacteriana é uma emergência médica e precisa de diagnóstico e tratamento rápidos;

– Não adie exames diagnósticos essenciais: O diagnóstico costuma envolver exame clínico, punção lombar (para analisar o líquido cefalorraquidiano), hemoculturas e exames de imagem quando indicado. Esses exames são necessários para identificar a causa e orientar o tratamento;

– Inicie tratamento adequado conforme a causa: Meningite bacteriana: tratamento com antibióticos intravenosos e, às vezes, corticosteroides, conforme orientação médica. Meningite viral: cuidados de suporte; antivirais em casos específicos (por exemplo, herpes). Meningite fúngica: antifúngicos específicos;

– Isolamento quando necessário: Algumas formas de meningite bacteriana (ex.: meningocócica) exigem precauções de contato e gotículas durante o período contagioso, até 24 horas após início do antibiótico. Siga orientações da equipe de saúde sobre isolamento;

– Quimioprofilaxia e vacinação de contatos quando indicado: Para tipos específicos, como meningococo, pode ser indicada quimioprofilaxia (antibiótico preventivo) para contatos próximos. Vacinação é medida preventiva essencial: vacinas contra Haemophilus influenzae tipo b (Hib), pneumococo e meningococo são recomendadas conforme calendário vacinal;

– Controle dos sintomas e suporte geral: Hidratação adequada, controle da febre e dor (com antipiréticos e analgésicos conforme indicação médica), repouso. Monitorização de sinais neurológicos e suporte em UTI quando necessário;

– Acompanhamento para complicações e sequelas: Meningite pode causar complicações (convulsões, edema cerebral, perda auditiva, déficits neurológicos). Monitorar e encaminhar para reabilitação (fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional, acompanhamento neurológico) quando houver sequelas;

– Prevenção com medidas de higiene e redução de risco: Higiene das mãos, evitar compartilhamento de objetos pessoais (copos, talheres, escovas de dente) em surtos, e adoção de medidas em ambientes de risco (creches, escolas). Cobrir tosse e espirro, ventilação adequada de ambientes fechados;

– Cumprir o tratamento completo: Seguir o esquema de antibióticos e demais medicações até o fim, mesmo que os sintomas melhorem, para evitar recidiva ou resistência. Comparecer às consultas de retorno e realizar exames de controle conforme orientação;

– Informação e apoio às famílias: Explicar a doença, o prognóstico, sinais de alerta e os cuidados domiciliares; oferecer suporte emocional e orientações sobre reabilitação se houver sequelas. Notificar autoridades de saúde quando exigido (algumas meningites são de notificação obrigatória).

Fonte/Créditos: Pleno News

Créditos (Imagem de capa): Foto: Pixabay

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