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Terça-feira, 21 de Abril 2026
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Delegada recém-nomeada é presa em São Paulo por suspeita de ligação com o PCC

Operação do Gaeco aponta vínculos pessoais e atuação irregular em favor da facção criminosa

Delegada recém-nomeada é presa em São Paulo por suspeita de ligação com o PCC
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Uma operação deflagrada na manhã desta sexta-feira, 16, levou à prisão de uma delegada recém-nomeada da Polícia Civil de São Paulo sob suspeita de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), órgão do Ministério Público paulista, em conjunto com a Corregedoria-Geral da corporação.

Segundo os investigadores, a delegada Layla Lima Ayub teria mantido relações pessoais e profissionais com integrantes da facção criminosa, o que motivou a decretação de sua prisão temporária.

Atuação como advogada após assumir cargo é investigada

De acordo com as apurações, além do vínculo com membros do PCC, Layla Lima Ayub teria atuado de forma irregular como advogada durante uma audiência de custódia envolvendo presos ligados à organização criminosa. A conduta teria ocorrido mesmo após ela já ter assumido oficialmente o cargo de delegada, o que é vedado pela legislação e pelos regulamentos internos da Polícia Civil.

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Após ser detida, Layla foi encaminhada à Corregedoria da Polícia Civil, na capital paulista, onde permanece à disposição da Justiça.

Mandados cumpridos em dois estados

Além da prisão da delegada, a operação cumpriu sete mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo e Marabá, no Pará. As ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Especializada de Crime Organizado da Capital.

Também foi autorizada a prisão temporária de outro investigado, apontado como integrante do PCC, que estava em liberdade condicional no momento da ação.

Prisões recentes atingem cúpula da facção

A ofensiva contra o PCC ocorre poucos dias após outra ação relevante das forças de segurança. Na última terça-feira, 13, a Polícia Civil de São Paulo prendeu três investigados por participação direta no assassinato do delegado Ruy Ferraz Fontes.

O crime aconteceu em setembro de 2025, em Praia Grande, na Baixada Santista. Entre os presos está Fernando Gonçalves dos Santos, conhecido como Azul, apontado como um dos líderes do PCC.

Também foram detidos Márcio Pinheiro, o Velhote, e Manoelzinho. As investigações indicam que o trio integra o núcleo responsável por autorizar a execução do delegado.

Investigação segue em sigilo

O Ministério Público informou que as investigações seguem em andamento e que novos desdobramentos não estão descartados. O caso envolvendo a delegada reforça a preocupação das autoridades com infiltração do crime organizado em instituições públicas, especialmente em áreas sensíveis da segurança pública.

Fonte/Créditos: Contra Fatos

Créditos (Imagem de capa): Reprodução

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