Nesta quinta-feira (31), a defesa do ex-jogador de basquete Igor Eduardo Cabral solicitou que ele seja mantido em cela isolada na Central de Recebimento e Triagem (CRT), em Parnamirim. O pedido foi confirmado pela Secretaria de Administração Penitenciária do Rio Grande do Norte (Seap), que tem até 48 horas para responder.
Igor está preso preventivamente após agredir com mais de 60 socos a namorada, no elevador de um condomínio no bairro Ponta Negra, no último sábado (26). A vítima, de 35 anos, teve fraturas no rosto e maxilar, e passará por cirurgia.
Segundo a Seap, celas individuais no sistema prisional são geralmente reservadas para sanções disciplinares. Caso haja vaga e necessidade comprovada, o agressor poderá ser colocado em cela de segurança, afastada dos demais presos.
A Seap informou que todos os detentos da CRT passam por avaliação com psicólogos, equipe de saúde e policiais penais. Fatores como saúde, uso de medicação, dependência química e perfil de convivência são analisados antes de uma possível transferência de unidade.
A agressão foi registrada por câmeras de segurança. O vídeo mostra o momento em que, após discussão, Igor ataca a vítima com socos, deixando-a com o rosto coberto de sangue. Moradores do prédio acionaram a polícia, que o prendeu em flagrante.
Segundo a delegada Victória Lisboa, o ataque foi motivado por ciúmes. Igor pediu para ver o celular da namorada durante um churrasco, se irritou com uma mensagem e, após discussão, subiu para pegar seus pertences. Ela o seguiu e acabou sendo agredida dentro do elevador.
No depoimento, Igor alegou ter tido um “surto claustrofóbico” após a mulher rasgar sua camisa e xingá-lo. Já a vítima classificou a violência como um “atentado contra a vida”, e relatou histórico de agressões psicológicas e empurrões durante o relacionamento.
– Eu espero que ele pague por tudo o que ele fez – disse a vítima, que teve a identidade preservada.
A família do acusado declarou que não se responsabiliza pelos atos de Igor. Em nota, a defesa afirmou que ele está à disposição das autoridades, mas não comentou os detalhes do caso.