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Sexta-feira, 24 de Abril 2026
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Defesa de ex-assessor pede suspeição de Alexandre de Moraes no STF

Advogados alegam que o ministro é “parte interessada” e “inimigo declarado” em processo que envolve Eduardo Tagliaferro

Defesa de ex-assessor pede suspeição de Alexandre de Moraes no STF
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defesa de Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), protocolou neste domingo (9) um pedido de suspeição contra o magistrado no Supremo Tribunal Federal (STF). O documento foi encaminhado ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, e obtido com exclusividade pela coluna.

Os advogados Paulo Faria e Filipe de Oliveira afirmam que Moraes “não possui condições de atuar” no caso, alegando que ele seria “denunciado, vítima e juiz ao mesmo tempo”, o que configuraria interesse direto na causa.

Moraes é acusado de parcialidade no julgamento

A solicitação ocorre após a 1ª Turma do STF formar maioria para tornar Tagliaferro réu em processo que apura supostos crimes apontados pela Procuradoria-Geral da República (PGR)violação de sigilo funcionalcoação no curso do processoobstrução de investigação sobre organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

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A defesa argumenta que Moraes persegue o ex-assessor desde 2024, quando Tagliaferro teria revelado a existência de um “gabinete paralelo” no TSE que, segundo ele, atuava contra a direita nas eleições de 2022. O pedido afirma que o inquérito contra Tagliaferro foi aberto “de ofício” por Moraes, logo após as denúncias.

Atualmente, o ex-assessor vive na Itália, onde responde a um processo de extradição solicitado pela Justiça brasileira.

Defesa pede anulação de atos de Moraes e suspensão do julgamento

No documento, os advogados pedem uma liminar a Fachin para suspender imediatamente o julgamento virtual, iniciado em 7 de novembro, e anular todos os atos praticados por Moraes desde 2024 nos processos que envolvem Tagliaferro.

A petição sustenta que o ministro do STF impediu o direito de defesa ao negar pedido de destaque — o que teria garantido sustentação oral presencial.

“A decisão do relator, que parece ter medo de enfrentar os argumentos da defesa, merece ser cassada”, diz o texto.

Pedido de redistribuição e alegação de impedimento

Os advogados baseiam o pedido nos artigos do Código de Processo Civil, do Código de Processo Penal e do Regimento Interno do STF que tratam da suspeição e impedimento de magistrados.

Ao final, requerem que o caso seja redistribuído a outro ministro e que sejam anuladas decisões anteriores, incluindo a prisão e o pedido de extradição do ex-assessor.

“Não é crível aceitar que um juiz, acusado de crimes com provas, decrete a prisão, julgue, condene e ainda peça a extradição do seu denunciante”, afirmam os defensores.

O STF ainda não se manifestou oficialmente sobre o pedido de suspeição, que deverá ser analisado por Fachin nas próximas semanas.

 

Fonte/Créditos: Contra Fatos

Créditos (Imagem de capa): Reprodução

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