A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) informou nesta quarta-feira, 28, que acionou o Conselho Tutelar de Ribeirão Claro (PR) para apurar a presença de crianças e adolescentes em um suposto cassino que funcionaria no Resort Tayayá, empreendimento associado ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A iniciativa foi tomada após a publicação de uma reportagem do portal Metrópoles, que divulgou um vídeo no qual aparecem menores de idade utilizando máquinas caça-níqueis dentro do resort.
Denúncia cita jogos de azar e álcool após as 23h
No ofício encaminhado ao Conselho Tutelar, Damares sustenta que o caso não se restringe apenas à exposição de menores a jogos de azar. Segundo a senadora, o ambiente descrito na reportagem também envolveria adultos consumindo bebidas alcoólicas depois das 23h, o que agravaria a situação.
A parlamentar classificou a denúncia como “gravíssima” e mencionou expressamente o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Damares citou o artigo 244-B, que veda a participação de crianças e adolescentes em jogos de azar, reforçando que a situação exige providências imediatas.
Além disso, a senadora cobrou que o Conselho Tutelar produza elementos formais que possam subsidiar uma eventual atuação do Ministério Público, caso as irregularidades sejam confirmadas.
Resort Tayayá e ligação com Toffoli
Localizado em Ribeirão Claro, no norte do Paraná, o Resort Tayayá é conhecido entre funcionários e moradores da região como o “resort do Toffoli”, em referência ao ministro do STF. O empreendimento passou a ganhar notoriedade nos últimos meses por estar associado a denúncias que envolvem familiares do ministro e fundos ligados às apurações sobre o Banco Master.
De acordo com a reportagem do Metrópoles, o local contaria com máquinas eletrônicas de apostas e jogos de cartas, com acesso à área de jogos ocorrendo sem controle rigoroso de entrada, o que teria permitido a presença de menores.
Posição do governo do Paraná
Em nota, o governo do Estado do Paraná reconheceu a existência de terminais de videoloteria (VLTs) operados por uma concessionária autorizada no Estado. No entanto, destacou que o uso por menores de idade é expressamente proibido pela legislação vigente.
Até o momento, não há informação pública sobre eventuais medidas já adotadas pelo Conselho Tutelar após o recebimento do ofício encaminhado pela senadora.
Fonte/Créditos: Contra Fatos
Créditos (Imagem de capa): Reprodução
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se