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Segunda-feira, 08 de Junho 2026
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Cubanos que trabalharam no Mais Médicos pedem que Trump revogue imunidade da Opas

Segundo a Fundação para os Direitos Humanos em Cuba, entre 2013 e 2018, o Brasil pagou à Opas US$ 2,58 bilhões pelo trabalho de mais de 10 mil profissionais cubanos dentro do Mais Médicos.

Cubanos que trabalharam no Mais Médicos pedem que Trump revogue imunidade da Opas
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A gestão Donald Trump revogou nesta quarta-feira (13) os vistos americanos de funcionários públicos de Cuba e outros países, incluindo dois ex-integrantes do Ministério da Saúde da ex-presidente brasileira Dilma Rousseff (2011-2016), em razão do envio de médicos cubanos para trabalharem em outras nações.

Desde 2018, tramita na Justiça federal dos Estados Unidos uma ação contra a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas, que tem sede em Washington), apresentada por quatro médicos cubanos que trabalharam no Brasil no programa Mais Médicos.

“Os médicos não tiveram escolha a não ser ir ao Brasil; seus documentos foram confiscados e a sua circulação foi limitada no Brasil; eles foram obrigados a doutrinar a população local; seus familiares foram mantidos reféns em Cuba; eles foram vigiados 24 horas por dia, sete dias por semana, por agentes da inteligência cubana empregados pela Opas; e Cuba e a Opas confiscaram de 80% a 90% do valor pago pelo Brasil por seus serviços”, afirmou num comunicado a Fundação para os Direitos Humanos em Cuba.

Segundo a ONG, entre 2013 e 2018, o Brasil pagou à Opas US$ 2,58 bilhões pelo trabalho de mais de 10 mil profissionais cubanos dentro do Mais Médicos.

FONTE:GAZETA DO POVO

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