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Sábado, 18 de Abril 2026
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CPI do Crime Organizado mira parentes de Toffoli e Moraes no caso Banco Master

Alessandro Vieira quer investigar vínculos de parentes de ministros do STF com o caso Banco Master

CPI do Crime Organizado mira parentes de Toffoli e Moraes no caso Banco Master
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O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, prepara uma ofensiva para aprofundar as investigações sobre o escândalo envolvendo o Banco Master. A intenção é protocolar requerimentos para a quebra de sigilos bancários e telemáticos de empresas e pessoas ligadas a ministros do Supremo Tribunal Federal.

Entre os alvos citados por Vieira estão familiares do ministro Alexandre de Moraes e do ministro Dias Toffoli. O senador afirma ser necessário esclarecer possíveis conexões dessas pessoas com as operações e negócios relacionados ao Banco Master.

Vínculos sob investigação

Na avaliação do relator da CPI, a apuração deve alcançar a esposa de Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, assim como irmãos e primos de Dias Toffoli. Segundo Vieira, há indícios de que essas relações possam ter interface com o caso do banco controlado por Daniel Vorcaro, o que justificaria medidas mais duras de investigação parlamentar.

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O senador argumenta que a iniciativa busca garantir que o tema avance no Congresso, mesmo diante de eventuais resistências institucionais.

Estratégia para contornar resistências no Senado

Com a apresentação dos requerimentos, Alessandro Vieira pretende se antecipar a possíveis negativas do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), quanto à ampliação das investigações envolvendo o Banco Master. A estratégia seria abrir um novo flanco dentro da CPI, focado justamente nas conexões pessoais e empresariais que cercam o caso.

Segundo o parlamentar, essa linha de atuação permitiria avançar sobre o núcleo financeiro do escândalo, mesmo que haja tentativas de limitar o escopo da comissão.

Negócios citados no caso

Como já divulgado, a esposa de Alexandre de Moraes teria firmado um contrato no valor de R$ 3,6 milhões mensais para prestar serviços de defesa ao banqueiro Daniel Vorcaro. Já irmãos e primos de Dias Toffoli teriam integrado a sociedade do Resort Tayayá por meio de um fundo de investimento, em parceria com Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.

Essas relações comerciais são apontadas como pontos centrais a serem esclarecidos pela CPI, especialmente quanto à origem dos recursos e à eventual interligação com as fraudes investigadas no Banco Master.

Próximos passos da CPI

A expectativa no Senado é de que os requerimentos de quebra de sigilo sejam apresentados logo após o retorno do recesso parlamentar, previsto para a próxima semana. A partir disso, caberá à CPI deliberar sobre a aprovação das medidas e o avanço das investigações.

Fonte/Créditos: Contra Fatos

Créditos (Imagem de capa): Reprodução

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