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Sábado, 06 de Junho 2026
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Corpo de pastor italiano sequestrado em igreja é encontrado pela PCDF

Vítima foi sequestrada dentro de igreja em construção onde era pastor; ex-funcionário e outro suspeito são investigados por latrocínio

Corpo de pastor italiano sequestrado em igreja é encontrado pela PCDF
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30ª Delegacia de Polícia de São Sebastião localizou, na tarde desta terça-feira (14/4), o corpo do pastor italiano Orazio Giuliani, 80 anos, que estava desaparecido desde sábado (11/4). O caso é tratado pela Polícia Civil como latrocínio — roubo seguido de morte.

Segundo a investigação, a vítima foi sequestrada dentro de uma igreja em construção, na região de São Sebastião (DF). Os suspeitos apontados pela polícia são o ex-funcionário da obra, Leonardo Conceição de Araújo, e Bruno Cruz de Araújo, conhecido como “Coveiro”. Ambos são investigados por participação no crime.

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O cadáver de Orazio foi localizado em uma região de difícil acesso de São Sebastião. A equipe do Instituto de Criminalística (IC) foi deslocada para o lugar.

A localização do corpo de Giuliani ocorreu após diligências deflagradas pela equipe da Seção de Investigação de Crimes Violentos (SicVio), que reuniu elementos ao longo do inquérito até chegar ao local onde a vítima foi encontrada. O caso segue em investigação para esclarecer a motivação, a participação de cada envolvido e toda a sequência dos fatos.

Desaparecimento

Segundo as investigações, Orazio Giuliani saiu de casa na manhã de sábado e não retornou, o que levou sua mulher a iniciar buscas por conta própria. Ao se dirigir à chácara onde o idoso construía uma igreja, ela se deparou com uma cena chocante: o local apresentava grande quantidade de sangue espalhado pelo chão, sinais de arrombamento na porta de entrada, além de uma corda com vestígios de sangue e a dentadura da vítima caída no interior do imóvel (veja vídeo acima).

Para os investigadores da SicVio, o cenário indica que o idoso pode ter sido rendido, amarrado e submetido a agressões violentas.

As apurações também revelaram que o veículo da vítima, um Peugeot 206 prata, foi visto deixando o local em alta velocidade por volta das 21h, comportamento considerado incomum, já que, segundo familiares, Orazio dirigia de forma cautelosa.

Câmeras de segurança registraram a presença de dois homens dentro do imóvel, mas o sistema foi desligado durante a ação, o que reforça a suspeita de um crime premeditado.

Coveiro assassino

No curso das investigações, a equipe da SicVio da 30ª DP identificou como principais suspeitos o ex-funcionário da obra, Leonardo Conceição de Araújo, e seu primo, Bruno Cruz de Araújo, conhecido como “Coveiro”. Um dos elementos mais relevantes do inquérito foi a apreensão de um par de tênis na residência de Leonardo, que apresentava vestígios de sangue humano, mesmo após ter sido lavado.

Além disso, testemunhas afirmaram ter visto os dois suspeitos dentro do veículo da vítima na noite do crime, e também os reconheceram nas imagens de segurança com base em características físicas e comportamentais.

Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi o comportamento de Bruno no dia seguinte ao crime. Ele teria aparecido em uma chácara com ferimentos nos braços e nas pernas, alegando ter se machucado em arame, mas aparentado nervosismo.

Fuga e prisão

Ao ser localizado pela polícia, Bruno fugiu pela mata acompanhado de um terceiro indivíduo, identificado como Lucas. Este último também continuava foragido até a última atualização desta reportagem. Leonardo, por sua vez, foi preso em flagrante e, de acordo com a polícia, possui antecedentes criminais e histórico de uso de drogas.

Apesar da ausência do corpo, a Polícia Civil sustenta que há fortes indícios de que Orazio Giuliani foi vítima de latrocínio, seguido da ocultação de cadáver. O veículo do idoso também não foi encontrado, o que reforça a hipótese de tentativa de eliminação de provas.

A prisão do principal suspeito é considerada fundamental para o avanço das investigações, especialmente para esclarecer a dinâmica dos fatos, a motivação do crime e a possível participação de outros envolvidos.

Fonte/Créditos: Metrópoles

Créditos (Imagem de capa): Reprodução

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