O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, nesta quarta-feira (17/6), reduzir a taxa básica de juros do Brasil, a Selic, para 14,25% ao ano, mantendo um ciclo de cortes após descer a taxa a 14,50% na última reunião. Antes disso, a Selic se manteve em 15% ao ano por cinco reuniões consecutivas.
No comunicado, o Copom destaca que o ambiente externo permanece incerto em função da indefinição sobre os termos do acordo para cessar os conflitos armados no Oriente Médio e as consequências dos efeitos desses conflitos. “Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities”, diz trecho.
Sobre o cenário no Brasil, o comitê aponta que o conjunto dos indicadores mostra aceleração da atividade econômica no primeiro trimestre do ano, com setores mais cíclicos voltando a desempenhar papel significativo e mercado de trabalho ainda com sinais de resiliência.
“Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e as medidas subjacentes aceleraram, distanciando-se adicionalmente da meta para a inflação, superando seu limite superior na última leitura”, diz o Copom.
O comitê avaliou que “trajetórias alternativas garantindo a convergência da inflação à meta no primeiro trimestre de 2028” são compatíveis com a suavização na variação dos agregados macroeconômicos.
“O Comitê julgou apropriado, nesse momento, dar sequência ao ciclo de calibração da política monetária, reduzindo a taxa básica de juros para 14,25% a.a”, diz o comunicado.
A decisão de corte foi unânime, com voto dos sete membros, incluindo o presidente do BC, Gabriel Galípolo.
Decisão do Copom
Os diretores do Copom são responsáveis por decidir se vão cortar, manter ou elevar a taxa Selic. Isso porque é missão do Banco Central (BC) controlar o avanço dos preços de bens e serviços do país, que seguem subindo, mas com menos força.
Na última ata do comitê, no entanto, o colegiado demostrou cautela quanto ao cenário internacional, afetado pelo conflito geopolítico no Oriente Médio.
Entenda a situação dos juros no Brasil
- A taxa Selic é o principal instrumento de controle da inflação.
- Os integrantes do Copom são responsáveis por decidir se vão cortar, manter ou elevar a taxa Selic, uma vez que a missão do BC é controlar o avanço dos preços de bens e serviços do país.
- Ao aumentar os juros, a consequência esperada é a redução do consumo e dos investimentos no país.
- Dessa forma, o crédito fica mais caro e a atividade econômica tende a desaquecer, provocando queda de preços para consumidores e produtores.
- Projeções mais recentes mostram que o mercado desacredita em um cenário no qual a taxa de juros volte a ficar abaixo de dois dígitos durante o governo Lula e o mandato do presidente Gabriel Galípolo à frente do BC.
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Expectativas do mercado para a Selic
Para 2027, a previsão da taxa de juros é de 10,50% ao ano.
Para 2028, a estimativa continua em 10% ao ano.
Para 2029, a estimativa é de 9,50% ao ano. -
As previsões indicam que o mercado não crê que a taxa Selic fique abaixo de dois dígitos até o fim do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2026, e sequer do atual mandato de Gabriel Galípolo à frente do BC, que termina em 2028.
Calendário do Copom
Reuniões em 2026:
- 27 e 28 de janeiro
- 7 e 18 de março
- 28 e 29 de abril
- 16 e 17 junho
- 4 e 5 de agosto
- 15 e 16 de setembro
- 3 e 4 de novembro
- 8 e 9 de dezembro
Fonte/Créditos: Metrópoles
Créditos (Imagem de capa): Foto: Divulgação/1ªDRPC de Uberlândia
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