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Sábado, 25 de Abril 2026
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Conheça a Síndrome de Fournier, que matou cantor Leandro Abusado

Infecção bacteriana ataca tecidos da região íntima e requer diagnóstico precoce

Conheça a Síndrome de Fournier, que matou cantor Leandro Abusado
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O funkeiro Leandro Rogério, mais conhecido como Leandro Abusado, faleceu na segunda-feira (28) por complicações de um quadro de síndrome de Fournier.

Conhecido pelo hit “Aqui no baile do Egito”, sucesso do início dos anos 2000 em parceria com a cantora Maya, Leandro tinha 40 anos e havia compartilhado o diagnóstico pela primeira vez em março, quando passou duas semanas internado.

 

A Síndrome de Fournier é uma infecção bacteriana agressiva que destrói os tecidos moles da região perineal, área localizada entre os órgãos genitais e o ânus. A bactéria pode entrar no organismo por meio de pequenos traumas ou cortes na região íntima, infecções urinárias ou anorretais, furúnculos, procedimentos urológicos, ginecológicos ou anais, picadas de inseto e até falta de higiene íntima.

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Os primeiros sinais parecem inofensivos e incluem dor ou inchaço na região íntima, vermelhidão, febre e mal-estar. Mas a infecção avança rapidamente e leva à necrose na pele, mau cheiro, bolhas, queda da pressão arterial e até choque séptico.

O cantor Leandro alertou sobre a doença antes de falecer:

– Se não se tratar e se cuidar, vai inchar tudo e a bactéria vai comer os pedaços de carne. Foi o que aconteceu comigo, minhas partes íntimas começaram a inchar, eu não sabia o que era, fiquei convivendo com isso duas semanas, e, na segunda, vi que estava saindo um cheiro estranho. Fui ao hospital e já estava algumas partes necrosadas – explicou.

A Síndrome de Fournier trata-se de uma doença com alta taxa de mortalidade, entre 20% a 40%. O tratamento envolve internação imediata, normalmente na UTI, uso de antibióticos potentes e intravenosos, cirurgia de desbridamento para remover o tecido necrosado e colostomia temporária em alguns casos. Há ainda pacientes que precisam passar por procedimentos cirúrgicos reconstrutivos.

Essa síndrome atinge mais homens que mulheres, mas isso não significa que elas também não sejam afetadas. Entre os fatores que contribuem para o risco, estão diabete mal controlada, obesidade, tabagismo, baixa imunidade, higiene íntima inadequada e infecções não tratadas, como furúnculos ou abscessos.

Dessa forma, a melhor forma de se proteger é manter a higiene em dia, tratar rapidamente qualquer infecção ou ferida na região genital e controlar doenças crônicas como a diabete.

E, é claro, estar atento aos sinais que o corpo dá. Se notar inchaço, dor persistente ou qualquer alteração fora do comum, busque um médico. Reconhecer os sinais logo no início é essencial para salvar vidas!

Créditos (Imagem de capa): Leandro Abusado Foto: Arquivo Pessoal

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