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Quarta-feira, 15 de Abril 2026
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Como começa o câncer de mama? Primeiros sinais e quando procurar um médico

Quanto antes diagnosticado, maiores são as chances de tratamento eficaz e cura.

Como começa o câncer de mama? Primeiros sinais e quando procurar um médico
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Quanto antes for detectado, maiores são as chances de tratamento eficaz e cura para o câncer de mama.

Nos estágios iniciais, essa doença costuma apresentar poucos sinais, sendo que os mais comuns são nódulos palpáveis na mama, caroço endurecido ou secreção no mamilo. 

Outros sintomas geralmente aparecem apenas em fases mais avançadas da doença, como: alterações na pele, retração do mamilo ou dor.

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Por isso, realizar consultas regulares com um mastologista e exames de rastreamento, como a mamografia anual a partir dos 40 anos, é essencial para detectar sintomas do câncer de mama, antes que se tornem perceptíveis.

Neste artigo, você vai descobrir como o câncer de mama começa, quais são os primeiros sinais, quando procurar um médico e como o diagnóstico precoce pode salvar vidas.

Como o câncer de mama começa?

O câncer de mama tem início quando as células da mama sofrem alterações no DNA e passam a se multiplicar de forma desordenada, sem respeitar os mecanismos naturais de controle do organismo. 

Essas células anormais podem formar um tumor maligno, que tem a capacidade de invadir tecidos vizinhos e, em alguns casos, alcançar outros órgãos por meio da corrente sanguínea ou do sistema linfático, caracterizando a metástase.

Em outros casos, as células anormais podem originar um tumor benigno, que permanece confinado ao seu local de origem.

Quais são os fatores que podem contribuir para o câncer de mama?

O câncer de mama é considerado uma doença multifatorial, ou seja, não existe uma causa única para seu desenvolvimento. 

Entre os fatores mais associados, destacam-se:

  • Idade: o risco aumenta principalmente após os 40 anos;
  • Histórico familiar: casos de câncer de mama ou ovário em parentes de primeiro grau podem indicar predisposição genética;
  • Alterações genéticas hereditárias: mutações em genes como BRCA1,  BRCA2 e alguns outros, estão relacionadas a maior risco;
  • Exposição hormonal: menarca precoce, menopausa tardia, uso prolongado de terapia hormonal e ausência de gestação são fatores que podem influenciar;
  • Estilo de vida: sedentarismo, consumo excessivo de álcool, tabagismo, obesidade e má alimentação estão entre os fatores modificáveis que aumentam o risco.
  • Exposição à radiação: principalmente em idade jovem, pode favorecer alterações celulares.

É importante lembrar que ter fatores de risco não significa que a pessoa terá câncer, mas eles aumentam a probabilidade de a doença se desenvolver. Da mesma forma, mulheres sem fatores de risco também podem apresentar a condição.

Quais são os primeiros sinais do câncer de mama?

Normalmente, o câncer de mama começa de forma silenciosa. Na maioria dos casos, os sintomas iniciais são sutis e difíceis de perceber. 

Os sinais mais frequentes incluem:

  • Nódulo palpável na mama: geralmente com bordas irregulares e pouca mobilidade. Pode ser sentido em qualquer região da mama, mas é mais comum no quadrante superior externo;
  • Caroço endurecido: muitas vezes o paciente percebe um ponto mais rígido ou uma área mais densa em comparação ao restante da mama;
  • Secreção no mamilo: pode ocorrer de forma espontânea, transparente, leitosa ou até com traços de sangue.

Esses sinais aparecem antes de alterações visíveis na pele ou no mamilo, que costumam indicar estágios mais avançados da doença. 

Além disso, é comum os pacientes de câncer de mama terem ausência de dor nos estágios iniciais. Tumores pequenos raramente causam dor, embora algumas alterações possam causar desconforto.

Onde os nódulos costumam aparecer?

Os nódulos do câncer de mama podem surgir em diferentes regiões da mama, e a sua localização está frequentemente relacionada ao tipo de tumor. 

Os locais mais comuns incluem:

Quadrante superior externo da mama

Essa região, próxima à axila, concentra a maior parte do tecido mamário, tornando-se o local mais frequente para o aparecimento de nódulos.

Quadrante superior interno, inferior externo ou inferior interno

Embora menos comuns, nódulos também podem surgir em qualquer área da mama, dependendo do tipo e da evolução do tumor.

Lóbulos e ductos mamários

No carcinoma ductal invasivo, o tumor se origina nos ductos que transportam o leite e pode se espalhar para o tecido mamário adjacente. 

Já o carcinoma lobular invasivo surge nos lóbulos, responsáveis pela produção de leite, e tende a se apresentar de forma mais difusa, podendo ser mais difícil de palpar.

Linfonodos axilares

Células cancerígenas podem se deslocar do tumor para os linfonodos das axilas, que, quando aumentados ou endurecidos, podem ser detectados na palpação e servem como um sinal importante para avaliação da extensão da doença.

Como o câncer de mama é identificado?

O diagnóstico do câncer de mama combina avaliação clínica, exames de imagem e, quando necessário, procedimentos complementares. 

Essa investigação é essencial porque, em muitos casos, os nódulos só se tornam palpáveis quando o tumor já atingiu 1 a 2 cm, ou seja, em estágios mais avançados. Por isso, o rastreamento precoce é tão importante.

Avaliação clínica

O mastologista inicia o processo com o exame físico das mamas e das axilas. Nessa etapa, ele avalia características como tamanho, consistência, mobilidade e aderência do nódulo. 

Massas endurecidas, irregulares e fixas levantam maior suspeita de malignidade, mas somente exames complementares podem confirmar o diagnóstico.

Exames de imagem

  • Mamografia: principal exame de rastreamento, recomendado anualmente a partir dos 40 anos. É capaz de detectar lesões iniciais, muitas vezes antes que sejam palpáveis;
  • Ultrassonografia: indicada em mulheres mais jovens, com mamas densas ou para diferenciar nódulos sólidos de cistos. Também é utilizada para guiar procedimentos, como biópsias;
  • Ressonância magnética: solicitada em situações específicas, como alto risco genético (mutações nos genes BRCA1 e BRCA2) ou quando os resultados da mamografia e ultrassonografia não são conclusivos.
  • Biópsia mamária: Quando há suspeita nos exames de imagem, a biópsia é realizada para analisar o tecido em laboratório. Esse procedimento tem a capacidade de confirmar se o nódulo é benigno ou maligno e definir as características do tumor, essenciais para o planejamento terapêutico.

Quando procurar um mastologista?

Ao identificar qualquer alteração nas mamas, é fundamental buscar atendimento médico o quanto antes, por mais simples que pareçam ser. 

Afinal, diversas doenças mamárias podem não manifestar sintomas imediatamente, apenas quando estão mais graves.

Assim sendo, o mastologista, médico responsável pelo cuidado da saúde das mamas, deve ser procurado sempre que houver sinais de alerta.

Fonte/Créditos: Grupo Clinica Fema

Créditos (Imagem de capa): Divulgação

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