Cerca de 800 homens são diagnosticados com câncer de pênis todos os anos, e especialistas afirmam que mais da metade dos casos pode ser evitada, segundo a Cancer Research UK. A organização estima que mais de 60% dos casos estão associados a fatores de risco como infecção por papilomavírus humano (HPV), tabagismo e condições cutâneas inflamatórias crônicas, como o líquen escleroso.
Os sintomas incluem um crescimento, caroço ou ferida que não cicatriza em quatro semanas, além de erupções, sangramento, secreção anormal, perda de peso inexplicada, fadiga extrema e dor abdominal.
Embora o câncer de pênis seja raro e afete principalmente homens acima de 50 anos, há uma preocupação com o aumento do número de casos. Sintomas como alteração na coloração – geralmente vermelha ou azul-marrom – sob o prepúcio ou na cabeça do pênis, acompanhado de erupções persistentes, podem indicar a doença, conforme especialistas.
“Alterações de cor e erupções também podem resultar de infecções como candidíase ou condições inflamatórias como balanite e psoríase”, informam médicos, que alertam para o diagnóstico precoce como uma forma de evitar tratamentos mais invasivos. Quando detectado cedo, mais de 90% dos homens sobrevivem à doença por cinco anos.
O HPV é um dos principais relacionados ao câncer de pênis. Vacinar meninos contra o vírus pode reduzir o risco de câncer quase pela metade. O HPV é transmitido principalmente por contato pele a pele durante o sexo. No Reino Unido, é oferecida a vacina para meninos e meninas a partir dos 12 anos, além de disponível gratuitamente para homens que fazem sexo com homens até 45 anos em clínicas de saúde sexual e HIV.
Métodos como uso de preservativos e prática de sexo seguro, associados ao não tabagismo, também podem reduzir significativamente a chance de infecção pelo HPV e evitar o desenvolvimento de câncer de pênis.
Fonte/Créditos: Pixabay
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