A Vila Kennedy, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, recebeu nesta quarta-feira (19) mais uma etapa da Operação Contenção, iniciativa que tem como foco frear o avanço do Comando Vermelho (CV) e reduzir crimes associados à facção. A ação mobilizou equipes da 34ª DP (Bangu), da Delegacia de Repressão a Entorpecentes, da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis, além de agentes do Core e do Comando de Operações Especiais da Polícia Militar.
No balanço parcial da operação, 18 pessoas foram presas e outras duas morreram após confronto com policiais.
Escola usada como ponto de armazenamento
Durante as buscas, os agentes localizaram dois fuzis, uma pistola e grande quantidade de drogas dentro da Escola Municipal Joaquim Edson de Camargo, que vinha sendo utilizada clandestinamente como depósito pela facção criminosa. Investigadores afirmam que recorrer a prédios públicos abandonados ou fechados tem se tornado estratégia frequente do grupo para dificultar a fiscalização.
O secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, explicou que esta fase da operação foi planejada para atingir simultaneamente o braço armado e o fluxo financeiro da organização.
“A organização criminosa se aproveita da expansão territorial para praticar toda a gama de crimes. Com investigação e ações coordenadas, estamos enfraquecendo essa estrutura”, declarou.
A Operação Contenção continuará nos próximos dias com novas diligências previstas.
Reação da Secretaria Municipal de Educação
Segundo a Polícia Civil, criminosos usavam o prédio escolar para esconder materiais ilícitos justamente para evitar ações policiais diretas. No momento da apreensão, a unidade estava fechada por protocolo de segurança.
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação informou que o material foi encontrado em uma área desativada da escola e lembrou que a unidade estava com atividades suspensas dentro do programa Acesso Mais Seguro, desenvolvido com apoio do Comitê Internacional da Cruz Vermelha. A pasta repudiou o uso do espaço para fins criminosos.
Impacto para moradores da região
A operação provocou alterações significativas na rotina da comunidade. Dezesseis escolas da área suspenderam as aulas, enquanto dois postos de saúde não abriram por causa do clima de insegurança.
O Rio Ônibus informou que 32 linhas precisaram mudar seus trajetos para proteger funcionários e passageiros que circulam pela região.
O secretário estadual de Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes Nogueira, afirmou que as forças de segurança permanecem atuando de modo integrado “para enfraquecer a estrutura desta organização criminosa que insiste em desafiar o Estado”.
Fonte/Créditos: Contra Fatos
Créditos (Imagem de capa): Reprodução
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